Luciana Genro

“Queremos um Estado decente, que não seja vítima de quadrilhas”, diz Luciana Genro em debate na Unisinos

29 de novembro de 2018 10h12

Alunos de jornalismo da Unisinos promoveram debate sobre rumos da política | Foto: Samir Oliveira

A deputada estadual eleita Luciana Genro (PSOL) participou, na noite desta quarta-feira (28/11), de um debate sobre os rumos da política promovido por alunos do curso de Jornalismo da Unisinos. O evento contou com a participação do também deputado estadual eleito Fábio Ostermann (NOVO).  A intenção dos estudantes era promover o encontro de dois representantes com ideias distintas a respeito do papel do Estado e das medidas a serem adotadas para enfrentar a crise política e econômica.

“O que queremos é um Estado decente, que não seja vítima de quadrilhas que estorquem os cofres públicos em benefício próprio. O Estado tem servido aos interesses do topo da pirâmide social ao longo de sua história. Existem 6 famílias que detêm a mesma riqueza de 100 milhões de pessoas no Brasil. É uma concentração de renda brutal, porque o Estado tem favorecido os interesses desta minoria”, disse Luciana Genro.

A deputada eleita ainda criticou a privatização do Banrisul, defendida pelo governo federal. “Ter um banco em que o Estado é acionista majoritário lhe dá a possibilidade de implementar políticas públicas de interesse do povo, de incentivo à agricultura, à indústria, ao comércio e às mais diversas formas de organização econômica”, ressaltou.

Luciana lembrou que as privatizações não irão resolver o problema da falta de recursos para saúde, educação e segurança no RS, pois o dinheiro será usado para diminuir o estoque da dívida pública com a União. “O drama do Rio Grande do Sul vai continuar igual”, resumiu.

Ela ainda defendeu a revisão da política de isenções fiscais a grandes empresas sem contrapartidas justas e cobrou transparência sobre estes incentivos. “Antes de entregarmos um ativo tão valioso como é o Banrisul, que dá tanta possibilidade de fazer política pública, vamos acabar com a farra dos incentivos fiscais e abrir essa caixa preta. Vamos submeter à sociedade o direito de decidir se acha justo que o Estado continue abrindo mão de receita para que alguns grupos empresariais lucrem e gerem meia dúzia de empregos, enquanto falta dinheiro para educação e saúde”, concluiu.