Luciana Genro

Emancipa

  1. O Emancipa é um movimento nacional de educação popular. No Rio Grande do Sul é também uma ONG, fundada em 2011 por Luciana, junto com outros educadores. O eixo do Emancipa é a oferta de um cursinho preparatório para o vestibular e ENEM para jovens e adultos de baixa renda. Em 7 anos de funcionamento, o cursinho de Porto Alegre já ajudou mais de 500 estudantes a ingressarem na universidade. Todas as atividades do Emancipa são gratuitas. Em 2018, o Emancipa conquistou sua sede, com sala de aula para 45 alunos e uma biblioteca com cerca de 2.000 livros.

  2. Neste ano a ONG também protagonizou dois eventos importantes em Porto Alegre. O debate “130 anos após a abolição: segue o genocídio da periferia”, que pautou o racismo e a guerra aos pobres, e também a Arena LGBT, que reuniu ativistas da causa de diversos movimentos para debater os problemas e as lutas da comunidade LGBT.

  3. Em 2017, Luciana desenvolveu outros dois projetos através do Emancipa: a Emancipa Mulher e a Casa Emancipa Restinga.

    A Emancipa Mulher é uma escola de formação feminista e antirracista idealizada por Luciana, que conta com a coordenação pedagógica de Joanna Burigo, mestre em Gênero pela London School of Economics, e com a coordenação executiva de Carla Zanella, cientista social e militante do Juntos Negras e Negros.

    O curso Laudelina de Campos Mello, criado no ano passado por Joanna Burigo e Winnie Bueno, aborda temas como o histórico dos movimentos de mulheres, a luta do povo negro e o papel das mulheres negras no feminismo, a relação entre mercado de trabalho e corporalidade, masculinidades, representação de mídia e saúde da mulher. O ciclo Feminismo em Debate levou esta discussão a vários municípios, com convidadas muito especiais, professoras, pesquisadores e mulheres ativistas. A Emancipa Mulher também realizou a Arena Feminista em Porto Alegre. Um evento que reuniu mulheres de vários movimentos para debater a luta e as pautas feministas.

  4. Também em 2017 foi inaugurada a Casa Emancipa Restinga, em um dos bairros mais carentes de Porto Alegre. Coordenada pela Cris Machado, a casa oferece educação, cultura e esporte para a comunidade. Em 2018, a Emancipa Restinga idealizou e ajudou a organizar a 1ª Parada LGBTinga, que foi um grande sucesso reunindo milhares de pessoas em defesa dos direitos LGBTs.

    Para Luciana a experiência de fundar e dirigir uma ONG “é muito estimulante, pois vemos um resultado muito concreto do nosso trabalho”.

  5. Ela conta que sempre se emociona quando um ex-aluno do Emancipa relata como o cursinho foi importante na sua vida: “Hoje temos, inclusive, ex-alunos que são nossos professores e outros tantos que estão na universidade e sempre comparecem nas nossas aulas inaugurais para relatar a experiência e incentivar os novos alunos.”

  6. No Rio Grande do Sul, o Emancipa realiza projetos de educação popular também em outras cidades: Gravataí, Bagé, Novo Hamburgo, Guaíba, Pelotas e Charqueadas.

  7. Coordenador do Emancipa cursinho, o professor Rodrigo Nickel conta que as atividades vão desde os cursinhos pré-vestibulares, aulas de preparação para o Ensino Médio, alfabetização e projetos de práticas esportivas. A intenção é que as próprias pessoas envolvidas em suas comunidades atuem na linha de frente das iniciativas. “Uma das nossas premissas é a construção coletiva das atividades, estabelecendo coordenações em que podem participar todas as pessoas que atuam efetivamente”, explica Rodrigo.

  8. Em Gravataí, o jovem professor de artes marciais Ruan Martins coordena as atividades esportivas do Emancipa. Na cidade de Pelotas, na Região Sul do estado, Mateus Oliveira é responsável pelo cursinho pré-universitário. Em Charqueadas, as atividades são supervisionadas por Gabriel Oliveira; em Novo Hamburgo, por Felipe Ventre e, em Guaíba, por Líbia Aquino.

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