20180730_191335
20180730_191335

| Eleição | PSOL

A situação da finanças públicas e da segurança pública no Estado foram os principais temas abordados pelo pré-candidato a governador pelo PSOL, Roberto Robaina, na noite desta segunda-feira, 30, em encontro na Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris).

Robaina e a pré-candidata a vice-governadora, Camila Goulart, foram recebidos pela presidente da Ajuris, Vera Lúcia Deboni, e por cerca de 20 representantes do Conselho Executivo da associação por cerca de uma hora, onde puderam falar sobre o plano de governo do PSOL e também responder questões elaboradas pelos diretores e associados.

Em sua fala, Robaina defendeu uma mudança estrutural para enfrentar a questão da crise fiscal. Combater a sonegação, a renúncia fiscal sem critério, a política de benefícios fiscais equivocada que todos os governos seguiram no Rio Grande do Sul, além da revisão no pagamento da dívida do Estado foram apresentadas pelo pré-candidato.

“Nós sabemos que a crise fiscal é real. Nesta eleição, nós vamos mostrar que nos últimos anos todos os governos deram continuidade em elementos que hoje explicam essa crise. Parte dos recursos da dívida do Estado alimenta cerca de 70 mil pessoas que dominam o sistema financeiro no Brasil. A proposta do governo Sartori só vai aumentar este problema para as gerações futuras”, afirmou Robaina.

O efeito danoso da Lei Kandir também foi apontado por Robaina como uma das causas para a crise estrutural do Estado. Desde 2006, a perda calculada pela Secretaria da Fazenda foi estimada em R$ 75 bilhões. No Rio Grande do Sul, estado agrícola exportador, além da perda de recursos a lei colaborou para o predomínio da monocultura de soja, sem valor agregado.

“Quem ganha com esse acordo da Lei Kandir são três, quatro multinacionais, que são as responsáveis pelo comércio agrícola. Além aumentar a desindustrialização do Estado, faz com que o Estado renuncie a pelo menos R$ 4 bilhões ao ano em recursos”, apresentou, destacando que não há saída para aumentos nos investimentos sociais sem atacar a questão estrutural das finanças.

Segurança Pública

Além das soluções para a questão das finanças do Estado, a segurança pública foi outro tema abordado no encontro da Ajuris. Assim como em outras oportunidades, Robaina destacou a necessidade imediata de mudança na orientação da política de segurança imposta pelos sucessivos governos que passaram pelo Palácio Piratini.

No governo do PSOL, o foco passará para o combate aos crimes contra a vida, como os homicídios, latrocínios e feminicídios.

“É preciso ter uma orientação da polícia que não seja prioritariamente a prisão dos jovens das periferias das cidades. Isso tem que ir mudando em conjunto com o aumento nos investimentos sociais”, explicou.

Robaina foi o primeiro pré-candidato recebido pelo Conselho Executivo da Ajuris. Participaram do encontro ainda o coordenador da pré-campanha de Robaina, Marcelo Rocha, o vice-presidente administrativo da Ajuris, Orlando Faccini Neto, e o vice-presidente de Aposentados da Associação, Felipe Rauen.