Luciana Genro

No último debate, Luciana se destaca com propostas concretas para segurança, educação e geração de renda

30 de setembro de 2016 08h11
Luciana novamente teve ótimo desempenho no debate | Foto: Fernanda Piccolo/PSOL

Luciana novamente teve ótimo desempenho no debate | Foto: Fernanda Piccolo/PSOL

A candidata Luciana Genro comprovou que é mais preparada para governar Porto Alegre em debate realizado pela RBSTV nesta quinta-feira (29) com outros quatro candidatos. No confronto, que durou mais de duas horas, ela pôde detalhar as propostas para a cidade contidas no plano de governo da coligação “É a vez da mudança” (PSOL, PPL, PCB) e ainda expôs as contradições dos adversários que representam a continuidade de projetos políticos que já fracassaram.

Já no primeiro bloco, ao questionar o candidato tucano Nelson Marchezan Jr. sobre saneamento básico, lembrou que são necessários investimentos federais para o andamento de projetos e apontou que seu oponente votou a favor de um projeto que congela os repasses federais por duas décadas. “Imaginem ficar sem aumento de verbas para saúde, educação e segurança por todo esse período? Isso vai ser muito ruim para Porto Alegre e o PMDB do Melo e o PSDB do Marchezan foram a favor.”

Candidata apresentou as propostas mais viáveis e concretas para a capital | Foto: Fernanda Piccolo/PSOL

Candidata apresentou as propostas mais viáveis e concretas para a capital | Foto: Fernanda Piccolo/PSOL

Ao responder sobre finanças públicas, Luciana reafirmou que vai cortar 70% de CCs e assim ter dinheiro para desenvolver programas de geração de emprego e renda, como o “Dignidade de Mulher para Mulher”, que prevê a concessão de salário mínimo e cursos de qualificação para mulheres desempregadas chefes de família. “Vamos usar o dinheiro que hoje vai pra 700 cargos políticos para dar oportunidade para 4 mil mulheres desempregadas. Isso sim significa eficiência. Usar o dinheiro para o que é importante, não para colocar apadrinhados políticos que desqualificam a prestação do serviço público.”
Já no segundo bloco, Luciana Genro respondeu sobre diálogo com outras esferas de governo e ponderou que irá manter um relacionamento altivo, pressionando por mais PMs nas ruas e repasses de recursos federais para evitar a paralisação de obras. “Em Brasília, os partidos do Melo e do Marchezan estão unidos e aqui em Porto Alegre também. Temos um programa discutido com a população que oferece a possibilidade de nova política. Eu sei que os eleitores estão cansados do toma lá, da cá, da corrupção. Faremos um governo transparente, que invista no povo, com diálogo e coerência. Converso com todos, mas sempre com lado. Estou ao lado do povo defendendo o interesse público”, disse.

Em debate sobre segurança pública, afirmou que a prefeitura administrada pelo candidato Melo está paralisada, vendo assaltos e latrocínios aumentarem todo dia. “A Guarda Municipal está desestruturada e não tem sequer estande de tiro. Quase que os agentes perdem porte de arma por não terem estrutura para testes. Vamos qualificar e ampliar a Guarda. Vamos interligar os moradores a alarmes comunitários, com controles remotos, para acionar os agentes. A Guarda Municipal não pode só cuidar dos prédios, mas das pessoas que são o maior patrimônio da cidade” , afirmou.

No penúltimo bloco, a candidata abordou as propostas para educação e lembrou estudo do IPEA que aponta que a cada ano que um jovem permanece na escola a partir da 5ª série reduz em 10% chance de migrar para a criminalidade. “Mas para mantê-lo a escola precisa ser acolhedora e qualificada. Hoje faltam vagas nas escolas infantis e as conveniadas recebem recursos insuficientes. Sabemos que há casos de professoras que fazem vaquinhas para dar de comer às crianças. Vou aumentar repasses e garantir boa qualidade de ensino e atendimento”, garantiu. Luciana ainda lembrou que a prefeitura tem condições financeiras de qualificar o serviço, já que aumentou a arrecadação de IPTU, e sugeriu que os recursos sejam aplicados para quem mais precisa. “Há sim recursos para abrir vagas noturnas, o que é fundamental pois as mães que necessitam deixar os filhos em local seguro para trabalhar”, frisou.

Já quanto a empreendedorismo, Luciana citou a proposta de criar uma agência de licenciamentos, reunindo fiscais que estão espalhados e desarticulados. “Hoje é necessário que 11 fiscais vistoriem um restaurante para liberar o funcionamento. Queremos possibilitar que empreendimentos de médio e baixo risco possam ser vistoriados por, no máximo, dois fiscais. Com a criação de uma agência centralizada, vamos agilizar e moralizar a fiscalização”, explicou.

No último bloco, Luciana questionou Melo sobre saúde pública e lembrou da demora para consulta com especialistas e citou a proposta do Telessaúde para agilizar o atendimento e reduzir a fila de espera. Ela explicou que o sistema prevê contato direto entre médicos dos postos e especialistas à distância onde seria prestado auxílio na solicitação de exames e realização de diagnósticos. “Não sei porque a prefeitura não usa o Telessaúde, que é de graça, e poderia reduzir em 70% a fila das especialidades”. Ela ainda lembrou que a gestão pública municipal precisa melhorar, citando casos de corrupção no DEP e na FASC que causaram prejuízos de mais de R$ 4 milhões. “O mesmo CC do PP, partido do vice do Marchezan, estava na FASC e cometeu a fraude e foi levado pro DEP, onde cometeu a mesma fraude. Não fiscalizava as empresas e pagava por serviços não prestados”, recordou.

Nas considerações finais, Luciana lembrou do tempo desigual na propaganda ao longo do 1º do turno, onde não teve condições para apresentar propostas do plano de governo. “Para mudar Porto Alegre, é preciso uma mudança de verdade. E mudança é com o novo, não é com volta a um passado que não existe mais, nem com a manutenção de um presente que não agrada ninguém”, concluiu. Ela reiterou a disposição de um governo que respeite a diversidade com políticas públicas para mulheres, LGBTs, negros, mulheres e pessoas com deficiência. “Vamos fazer uma cidade que seja acolhedora, segura, democrática. Eu posso vencer o continuísmo e o reacionarismo no segundo turno, porque terei tempo pra apresentar propostas e mostrar que é possível uma nova forma de fazer política de mãos limpas e combatendo a corrupção”, finalizou.

Assista as considerações finais da Luciana Genro: