Luciana Genro

Luciana defende suas propostas em roda de conversa na feira Me Gusta

28 de agosto de 2016 22h36
Foto: Samir Oliveira/PSOL

Luciana Genro falou sobre segurança, ocupação dos espaços públicos, economia, meio ambiente e direitos das mulheres e dos LGBTs. | Foto: Samir Oliveira/PSOL

Há mais de 20 edições a feira de rua “Me Gusta” ocupa os espaços públicos de Porto Alegre com a exposição de bancas de pequenas marcas da cidade, vendendo produtos artesanais e roupas e com a presença de food trucks e vendedores de bebidas artesanais. Na noite deste domingo (28/08), os organizadores da feira realizaram uma roda de conversa entre o público e os candidatos à prefeitura de Porto Alegre.

Falando para uma Praça Garibaldi lotada, Luciana Genro respondeu às perguntas da feira e do público, apresentando suas propostas para a ocupação dos espaços públicos da cidade, para a segurança pública, para a mobilidade urbana, para o desenvolvimento da economia criativa, a proteção do meio ambiente e a promoção de políticas para mulheres e LGBTs.

“Não há nenhum tipo de apoio da prefeitura a iniciativas como esta feira e a Serenata Iluminada da Redenção, onde estive ontem. O governo municipal precisa ser parceiro dos grupos da sociedade civil que organizam essas iniciativas de ocupação dos espaços públicos”, defendeu Luciana.

Ao falar sobre segurança pública, a candidata criticou o governo Sartori, que está “desmontando a segurança em Porto Alegre, ao parcelar salários dos policiais e cortar diárias e horas extras”. Para Luciana, é preciso aumentar o efetivo da Guarda Municipal e mudar seu perfil, fazendo com que ela deixe de cuidar apenas dos prédios da prefeitura e passe a ser uma força comunitária, presente fisicamente nos bairros.

A candidata da coligação “É a vez da mudança” também defendeu a instalação de alarmes comunitários nos bairros, em um modelo semelhante ao que já existe em Canoas, onde cada cidadão possui um controle remoto e pode acionar o alarme em caso de perigo. O alerta soa também na central da Guarda Municipal, que despacha a viatura mais próxima para o local da ocorrência.

Respondendo à pergunta sobre incentivo à economia criativa, Luciana Genro reforçou sua proposta de governar com a inteligência da cidade, não com pessoas indicadas meramente por pertencerem a um partido político. “Vamos cortar 70% dos CCs e convidar a sociedade civil a governar junto com a gente, criando um ambiente que propicie o desenvolvimento de alternativas criativas para a cidade”, disse.

A candidata citou o exemplo do Cais Mauá ao falar sobre meio ambiente, defendendo a consulta à população para que se decida que tipo de revitalização as pessoas querem para esta que é uma das áreas mais nobres de Porto Alegre. Ela ainda se colocou contrária à iniciativa de construir um shopping na beira do Guaíba e defendeu uma ocupação que respeite a preservação ambiental da orla.

Ao falar sobre machismo e LGBTfobia, Luciana Genro defendeu o debate destas temáticas na rede municipal de ensino. “O Plano Municipal de Ensino teve a palavra gênero completamente retirada por puro preconceito. A educação é fundamental na luta contra todo tipo de discriminação”, disse. Ela ainda citou sua proposta de criação de um centro municipal de acolhimento para a população LGBT, “Um local que defenda a livre orientação sexual, onde as denúncias de LGBTfobia sejam encaminhadas e fiscalizadas”, pontuou.

Ao final, Luciana convidou o público a acessar seu site, www.lucianagenro.com.br, para conhecer melhor suas ideias para a cidade. O plano de governo, com 27 áreas e mais de 300 propostas, pode ser acessado neste link: