Luciana Genro

Chega de guerra contra o povo palestino

08 de julho de 2014 09h03

Por Redação #Equipe50

As recentes notícias que chegam do Oriente Médio causam espanto e repúdio. A morte de um jovem palestino, queimado vivo, na última quinta-feira desatou uma escalada ainda maior de violência. As forças militares do Estado de Israel bombardeiam a Faixa de Gaza desde a semana passada. Isso é parte da operação “Guardião Fraternal” orientada pelo governo conservador de Benjamin Netanyahu, por conta do desparecimento de três colonos israelenses — num atentado até agora não esclarecido — sem que a autoria fosse certificada. As operações israelenses se concentram, além da Faixa de Gaza, na Cisjordânia, e especialmente em Hebron/Khalil.

A incitação à violência levou a destruição de moradias, detenções arbitrárias de lideranças, médicos e parlamentares, ataques aéreos, assassinatos seletivos realizados por atiradores de elite, culminando no linchamento do jovem Mohamed Abu Khdeir, morto aos 16 anos em Jerusalém Oriental. As acusações pairam sobre grupos ultradireitistas na esteira do chamamento de Netanyahu.

O funeral de Mohamed se transformou num ato político multitudinário, sendo duramente reprimido pela polícia. Os apelos diplomáticos para que Israel pare com sua agressão ao povo palestino são vários. Inclusive, boa parte da sociedade israelense está contra a postura bélica de seu governo. Uma manifestação organizada pelo Movimento de Luta Socialista reuniu centenas de ativistas israelenses contrários aos bombardeios; o músico Daniel Barenboim, pianista de renome mundial e diretor da orquestra de Israel, se somou às vozes que condenam o bombardeio, comparando-o a uma agressão de guerra.

A política do governo de Israel é similar ao do Apartheid na África do Sul. Boa parte dos governos já se pronunciaram pelo reconhecimento do Estado Palestino.

É necessário que se pare imediatamente essa agressão. Para que tenhamos uma paz duradoura precisamos de uma ampla campanha entre os povos para cessar os ataques, com sanções econômicas e diplomáticas contra o Estado de Israel enquanto perdurar a postura opressiva contra o povo palestino.