Luciana Genro

Três mil vão ao Piratini exigir impeachment já!

14 de agosto de 2009 14h17
Fotos: Lara Nasi

Fotos: Lara Nasi

Cerca de 3 mil pessoas, entre professores, estudantes e integrantes de partidos e de centrais sindicais, percorreram na manhã desta sexta-feira, 14, as principais ruas do centro de Porto Alegre para pedir o impeachment da governadora Yeda Crusius. A caminhada saiu de três pontos diferentes da cidade: rodoviária, colégio Julio de Castilhos e Mercado Público.

À frente da marcha que saiu do Julinho, manifestantes vestidos de policiais carregavam com algemas bonecos representando os nove membros do governo indiciados pelo Ministério Público Federal, inclusive a própria governadora. Às 11h, as três colunas encontraram-se em frente ao Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, onde os manifestantes participaram de ato público organizado pelo Cpers e pelo Fórum dos Servidores Públicos do Estado.

Yeda e Carlos Crusius, entre outros, foram representados por bonecos

Yeda e Carlos Crusius, entre outros, foram representados por bonecos

No caminhão de som, o vereador Pedro Ruas reforçou a posição do PSOL com relação à CPI que foi aprovada hoje na Assembleia. “O PSOL valoriza a CPI, mas não queremos que ela se transforme numa forma de eternizar a investigação e a permanência dos corruptos no Piratini. Queremos é impeachment agora!”, defendeu. Para a deputada federal Luciana Genro, o ato foi importante por marcar a unidade do movimento contrário a Yeda: “Finalmente, este ato sela a unidade em torno do impeachment da governadora, que o PSOL já vinha pedindo desde o ano passado. A partir dessa unidade, a mobilização popular pode aumentar, e essa é a única forma de derrubar o governo Yeda neste momento.”

O Cpers pretende, a partir deste ato, aumentar a mobilização. Conforme a vice-presidente do sindicato, Neida de Oliveira, na assembleia-geral da entidade marcada para o dia 4 de setembro, a pauta será a estratégia para enfrentar o governo. “Vamos discutir com a categoria a pressão que vamos fazer sobre a Assembleia Legislativa para pedir o impeachment e planejar como vamos intensificar a mobilização.”

Do outro lado da rua em que os 3 mil manifestantes pediam o impechament de Yeda, um pequeno grupo de pessoas exibia cartazes com os dizeres “Fica Yeda”, assinados pelo PSDB, inclusive o marido da governadora, Carlos Crusius.


por Lara Nasi