Luciana Genro

PSOL pede bloqueio de bens de Yeda

07 de julho de 2009 16h47
Fotos: Débora Birck e Hugo Scotte

Fotos: Débora Birck e Hugo Scotte

Para repercutir as denúncias de documento do Ministério Público Federal publicadas hoje pela imprensa, lideranças do PSOL convocaram uma entrevista coletiva na tarde desta segunda, 6, na sede estadual do PSOL. O presidente da sigla no Estado, Roberto Robaina, a deputada federal Luciana Genro e o vereador de Porto Alegre Pedro Ruas anunciaram as providências que o partido vai tomar diante das novas revelações. Eles vão apresentar nesta quarta, 8, petição para a juíza Simone Barbisan Fortes, da Justiça Federal de Santa Maria (RS), solicitando o bloqueio e a indisponibilidade de bens da governadora Yeda Crusius, de seu marido, Carlos Crusius, e de Delson Martini, ex-secretário do governo tucano.

No documento, pedem a devolução de todos os valores desviados nos episódios de corrupção. “A pura e simples punição – que é importante – não é suficiente. É preciso trazer de volta à sociedade a totalidade dos valores desviados”, defendeu Pedro Ruas durante a coletiva.

No dia 19 de fevereiro, também em coletiva na sede do partido, Robaina, Luciana e Ruas já haviam denunciado o esquema de caixa-dois no governo do Estado. Desde então, conforme Luciana, o PSOL foi cobrado por trazer à tona denúncias das quais não tinham provas. “Agora esse documento que vazou do Ministério Público Federal confirma quase tudo que havíamos dito.” A deputada citou a importância que o ex-assessor do governo em Brasília Marcelo Cavalcante, morto em fevereiro, teria para as investigações. “Ele ia confirmar o recebimento da carta/denúncia escrita pelo lobista Lair Ferst, o que seria uma prova cabal de que Yeda sabia do esquema.” Luciana também lembrou que o PSOL já havia denunciado a subavaliação da casa da governadora, que agora foi confirmada pelo documento do MPF.

As lideranças do PSOL defenderam celeridade no processo de impeachment que tramita na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Em junho de 2008, o partido protocolou o pedido. Segundo Robaina, a CPI que vinha sendo articulada pela oposição ao governo agora perde importância, porque as provas já são públicas. “Os dados são suficientes para que a governadora seja afastada imediatamente. A sociedade pode emitir seu julgamento acerca desses fatos que a gente já vinha anunciando desde fevereiro”.

Confira no Blog da Luciana as coincidências entre as denúncias apresentadas em fevereiro pelo PSOL e as apresentadas hoje pela imprensa no documento vazado do MPF.


por Lara Nasi