Luciana Genro e Jurandir Silva
Luciana Genro e Jurandir Silva

| Educação

A demora na reforma da Escola Estadual de Ensino Fundamental Fernando Treptow, em Pelotas, motivou uma cobrança formal à Secretaria Estadual de Educação por respostas sobre as obras, que se arrastam desde 2024. A iniciativa é da deputada estadual Luciana Genro (PSOL) e do vereador de Pelotas Jurandir Silva (PSOL), após demanda encaminhada pela comunidade do bairro Fragata ao gabinete do parlamentar. A escola, que atende cerca de 360 estudantes, segue sem previsão de conclusão dos trabalhos.

A comunidade escolar e moradores do bairro Fragata enviaram relatos ao mandato do vereador Jurandir sobre a precariedade do local: parte do muro da escola tem comprometimento estrutural e está escorado por toras de madeira, uma ameaça direta à segurança de estudantes, professores e funcionários. Segundo as denúncias, a continuidade da reforma estaria travada por pendências de licenciamento junto à Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura.

O histórico da obra mostra uma sucessão de promessas não cumpridas pelo governo Eduardo Leite. Em setembro de 2024, o Estado anunciou R$ 989 mil para a recuperação da instituição, com prazo de seis meses. Nesse mesmo ano, a Coordenadoria de Obras Públicas admitia que a reconstrução do muro da fachada dependia de autorização ambiental para a retirada de árvores. Em maio de 2025, a mesma obra foi anunciada de novo, com investimento de R$ 1,2 milhão e prazo de 180 dias — que venceu em novembro do ano passado. Quase dois anos depois, o problema é o mesmo e a escola continua transformada em canteiro de obras.

“O governo Leite gosta de anunciar investimentos em escolas com foto e propaganda, mas a realidade da Fernando Treptow mostra outro cenário. Não vamos aceitar que estudantes de Pelotas fiquem esperando indefinidamente por algo básico, que é estudar em segurança”, defende Luciana Genro.

Para o vereador Jurandir Silva, a demora é inaceitável: “A comunidade do Fragata procurou os mandatos porque cansou de esperar. Queremos saber onde está o dinheiro, por que a obra não anda e o que o Estado vai fazer sobre esse muro antes que aconteça uma tragédia.”

No ofício, encaminhado com base na Lei de Acesso à Informação, os parlamentares questionam o percentual de execução do contrato, os motivos do atraso, a natureza da pendência ambiental que estaria travando os serviços, o cronograma atualizado de conclusão e se foi realizada vistoria técnica no muro comprometido, com as medidas emergenciais previstas.

A cobrança integra o trabalho permanente de fiscalização da educação pública feito pelo mandato de Luciana Genro, que já enviou mais de 100 ofícios à Secretaria de Educação contra o fechamento de turmas, a falta de professores e a precarização das escolas estaduais.