Luciana Genro apresentou PDL para realização de plebiscito sobre a Mina Guaíba em audiência pública no dia 30/09. | Foto: Álvaro Andrade
Luciana Genro apresentou PDL para realização de plebiscito sobre a Mina Guaíba em audiência pública no dia 30/09. | Foto: Álvaro Andrade

| Meio Ambiente

A deputada estadual Luciana Genro (PSOL) apresentou na segunda-feira (30/09) a proposta de realização de um plebiscito a respeito da instalação da Mina Guaíba na Região Metropolitana de Porto Alegre. A parlamentar já está recolhendo as assinaturas dos deputados para que um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) de sua autoria possa ser protocolado na Assembleia Legislativa.

Com 19 assinaturas de deputados, o PDL pode ser protocolado e passa a tramitar na Assembleia. Caso seja aprovado, será realizado um plebiscito para ouvir toda a população afetada pela Mina Guaíba – mais de 4 milhões de pessoas que vivem nos municípios banhados pelo Delta do Rio Jacuí.

Confira mais fotos da audiência pública abaixo, em nosso álbum no Flickr:

Audiência Pública sobre a Mina Guaíba

“O que a Copelmi quer fazer não é um empreendimento, mas sim um crime ambiental. Será a maior mina de carvão a céu aberto do Brasil, com efeitos nefastos para o meio ambiente em toda a Região Metropolitana de Porto Alegre. É preciso que a população atingida seja ouvida e possa dizer se concorda ou não com a instalação dessa mina”, disse Luciana Genro nesta segunda-feira, durante audiência pública da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa a respeito da Mina Guaíba.

O Comitê de Combate à Megamineração no Rio Grande do Sul apresentou alguns dados a respeito do projeto da Copelmi:

  • Serão 4 milhões de pessoas impactadas em toda a Região Metropolitana de Porto Alegre.
  • 7.500 empregos diretos e indiretos a menos, devido aos impactos causados na agricultura, na pesca e no setor hoteleiro.
  • A Mina Guaíba ficará a 16 km do Centro de Porto Alegre, entre Eldorado do Sul e Charqueadas, invadindo uma Área de Preservação Ambiental (APA do Jacuí), com riscos à contaminação da água e rebaixamento dos lençóis freáticos.
  • O pó de carvão no ar atingirá as cidades próximas.