Luciana Genro

Em defesa dos servidores de higienização do HPS

21 de janeiro de 2019 13h39

Estamos junto com o vereador Roberto Robaina, do PSOL, aguardando uma resposta da prefeitura municipal para os funcionários que prestam os serviços de higienização, nutrição e lavanderia do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, e que estão com os salários atrasados. Compartilhamos aqui a nota da ASHPS Associação dos Servidores do Hospital de Pronto Socorro, e falamos mais uma vez sobre o problema da terceirização, que não valoriza os servidores, precariza o atendimento e retira do poder público a responsabilidade de garantir um serviço de qualidade à população!

“HOSPITAL DE PRONTO SOCORRO ESTÁ SEM SERVIÇOS DE HIGIENIZAÇÃO

Foram paralisadas, na segunda-feira (14/01), as atividades de higienização, nutrição e lavanderia do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre (HPS). A suspensão dos serviços acontece em decorrência do não pagamento dos salários aos trabalhadores que realizam estas funções.

A Associação dos Servidores do HPS (ASHPS) expressa sua solidariedade a estes servidores, constantemente desvalorizados pelo Poder Público. Os vencimentos dos mesmos deveriam ter sido quitados até o quinto dia útil do mês. Porém, desde a mudança da empresa terceirizada que presta estes serviços ao HPS, os funcionários não mais receberam os valores devidos.

A paralisação é motivo para grande preocupação, pois causa lixeiras lotadas, leitos inativados, sujeira em diversos locais do hospital e falta de itens básicos como, por exemplo, papel toalha. Esta última situação, inclusive, é um problema que se arrasta por bastante tempo no HPS.

A falta de higiene no ambiente hospitalar aumenta as infecções e até mesmo a saúde dos próprios servidores da instituição está em risco. A higienização é fundamental para o funcionamento do HPS. Sem ela, procedimentos e internações poderão ser suspensos, colocando a população em risco iminente de morte. A situação é de extrema gravidade.

A ASHPS cobra uma célere atitude da Prefeitura Municipal de Porto Alegre para o imediato restabelecimento dos serviços paralisados, bem como a quitação dos salários dos trabalhadores. Também deixamos nosso repúdio à terceirização de atividades do hospital. Essa medida, com frequência, causa problemas desta ordem, pois desvaloriza trabalhadores de setores como o de limpeza, fundamentais para a manutenção do atendimento de qualidade.

Terceirização não é a solução!”