Luciana Genro

Moradores do Partenon e Santo Antônio pedem melhorias em educação, saúde e segurança

22 de agosto de 2016 18h57
Líderes de diversos segmentos participaram do encontro | Foto: Alvaro Andrade/PSOL

Líderes de diversos segmentos participaram do encontro | Foto: Alvaro Andrade/PSOL

O Fórum de Lideranças dos bairros Partenon e Santo Antônio, que reúne moradores de ambos os bairros, recebeu a candidata pela coligação “É a vez da Mudança” (PSOL, PPL, PCB), Luciana Genro, para uma conversa sobre as propostas para Porto Alegre. Embora diversos itens importantes tenham sido abordados, a qualificação dos serviços essenciais, como saúde, segurança e educação, predominou.

Moradores relataram dificuldades no acesso a vagas na educação infantil, como o caso de uma escolinha que foi interditada há seis anos pela Defesa Civil e até hoje a prefeitura paga um aluguel mensal de R$ 6 mil por outro imóvel mais distante dos moradores. Também foi citada a disparidade no tratamento entre escolas infantis conveniadas e escolas da rede pública.

Representantes do movimento negro perguntaram quais as políticas públicas serão adotadas para a comunidade e também como atacar o problema da violência e da drogadição em uma lógica de prevenção e não de criminalização.

Luciana detalhou propostas em saúde, educação, segurança e combate ao racismo | Foto: Alvaro Andrade/PSOL

Luciana detalhou propostas em saúde, educação, segurança e combate ao racismo | Foto: Alvaro Andrade/PSOL

Luciana acolheu as demandas e reiterou o compromisso com o aumento das vagas em escolinhas municipais e uma maior fiscalização dos convênios com escolas particulares. “Como mulher e mãe sei da importância do contraturno e do atendimento integral. Não posso prometer que vou acabar com conveniadas e terceirizações, mas vamos fiscalizar e melhorar a relação para qualificar o serviço”, garantiu.

Luciana defendeu a proposta de despartidarizar a prefeitura para acabar com os feudos, as disputas internas e a ineficiência na prestação e fiscalização de serviços públicos. “Combater a corrupção é fundamental para que haja recursos para investir no que interessa ao povo”, disse.

Na área da saúde, a candidata citou o exemplo de Florianópolis, que tem 80% de cobertura de Saúde da Família, enquanto em Porto Alegre o índice não chega a 50%. “Precisamos avançar para ampliar essa cobertura, que é fundamental na prevenção”.

Ela ainda detalhou o funcionamento dos serviços de telessaúde, voltados a agilizar diagnósticos, ampliando o contato entre médicos de família e especialistas, e ainda citou a necessidade de um serviço de atendimento telefônico para a população tirar dúvidas simples e consultar a melhor opção de atendimento na rede pública. “O serviço teria um orçamento irrisório de R$ 5 milhões ao ano para um benefício enorme, especialmente para crianças e idosos”, afirmou.

Ainda prometeu ampliar a oferta de medicamentos com a otimização das compras e estoques. “Temos que participar da modalidade de compras coletivas já adotada por outros municípios da Região Metropolitana, que é mais barato, e inexplicavelmente Porto Alegre não participa”.

Candidata acolheu demandas da comunidade | Foto: Alvaro Andrade/PSOL

Candidata acolheu demandas da comunidade | Foto: Alvaro Andrade/PSOL

Para a segurança pública, o programa de governo do PSOL prevê a redefinição do papel da Guarda Municipal, o incremento de efetivo e a presença mais próxima dos moradores dos bairros. “Quero uma guarda inserida e que conheça a comunidade. Para fazer segurança precisamos de informação, a população só vai passar informação em quem confia”, pontuou.

Luciana ainda defendeu uma atuação focada em assistência social e saúde para tratamento de dependentes químicos. “A política de saúde mental não existe, os CAPS são insuficientes para o tratamento. O uso de droga também tem a ver com a falta de perspectiva e ocupação para os jovens. Precisamos oferecer outras formas de diversão”, disse.

Por fim, a candidata defendeu a valorização da cultura afro nas manifestações artísticas, culturais e religiosas. “Porto Alegre é capital mais segregada do país, os negros estão na periferia e longe do centro. E essa segregação precisa ser combatida inclusive com moradia popular, aumentando o valor do aluguel social e identificando imóveis públicos ociosos para que sejam destinados à moradia”, concluiu.