Luciana Genro

Os trabalhadores não vão pagar a conta. Que demitam Graça Foster e confisquem a empreiteiras.

17 de dezembro de 2014 13h59

Apesar de todas as denúncias envolvendo a Petrobrás e as mais recentes envolvendo até a sua presidenta, Graça Foster, a alta cúpula da estatal segue intocada. Os trabalhadores não estão tendo a mesma sorte. Já sabemos de 1.000 demissões em Charqueada (suspensas pela justiça), 1.500 em Rio Grande, ambas no Rio Grande do Sul, e 1.000 em Maragogipe (BA). Todas em empresas envolvidas no escândalo investigado pela operação Lava Jato.

A justiça já pediu a devolução de 1,5 bilhões desviados pelas empreiteiras. É pouco. Sabemos que a sangria dos cofres públicos foi ainda maior. Ao mesmo tempo ameaçam a paralisação de diversas obras, provocadas pelas dificuldades financeiras decorrentes das investigações. A dificuldade é ter parado de roubar.

Nenhum dos grandes partidos da burguesia diz qualquer coisa sobre as empresas ou os trabalhadores demitidos. Isso porque todos receberam dinheiro dessas mesmas empreiteiras, o PT recebeu R$ 56 milhões, o PSDB R$ 52 milhões, o PMDB R$ 41 milhões e o PSB R$ 13 milhões. O PSOL não tem o rabo preso com ninguém desse esquema, não recebemos dinheiro, por isso somos os únicos com autoridade e coragem pra denunciar e cobrar providências.

Não vamos aceitar que os trabalhadores sejam demitidos enquanto aqueles que operavam e conheciam o esquema continuem na diretoria da Petrobrás. Não vamos aceitar que as empreiteiras aleguem dificuldades financeiras, sendo que até o mês passado estavam lucrando às custas da corrupção. Exigimos a demissão imediata da diretoria da Petrobrás e que os bens das empreiteiras sejam confiscados para garantir a manutenção das obras e os empregos dos trabalhadores.

 

graça foster