Luciana Genro

Na Rocinha, Luciana Genro defende policiamento comunitário

06 de setembro de 2014 16h44

Por Redação #Equipe50

Crédito: Divulgação PSOL

Crédito: Divulgação PSOL

Em visita à comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, a candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, defendeu um novo modelo de segurança para as comunidades, com a implantação de um policiamento comunitário, além de mais investimento em áreas como saneamento, educação e saúde. O anfitrião foi o MC Leonardo, da Apafunk. Em um vídeo gravado durante a atividade, ele declarou seu voto e seu apoio à candidata do PSOL. A visita ocorreu na manhã deste sábado (6) e Luciana estava acompanhada de alguns candidatos do partido no Rio de Janeiro: a governador, Tarcísio Motta, a senador, Pedro Rosa, a deputado estadual, Marcelo Freixo, e a deputado federal, Chico Alencar.

“Antes de tudo, nosso governo irá ouvir a comunidade, coisa que os governos não têm feito. Aqui na Rocinha, por exemplo, o governo prioriza a ideia de um teleférico em detrimento das necessidades básicas da população, como o saneamento. Nós vamos investir nas áreas sociais, enfrentando os interesses daqueles que têm se beneficiado até hoje da estrutura tributária e da política econômica do governo. Dessa forma, teremos recursos para atender a demanda nas áreas de saneamento, educação, saúde e segurança pública”, afirmou Luciana durante a visita.

Crédito: Divulgação PSOL

Crédito: Divulgação PSOL

Sobre as UPPs, a candidata do PSOL disse que esse modelo de policiamento fracassou, pois leva apenas polícia às comunidades e não os direitos sociais, como saneamento, saúde, educação. Segundo Luciana, a ideia é acabar com a atual política de ocupação e gestão militar das favelas, redimensionando o papel que a polícia cumpre neste território. “As UPPs não estão atendendo as demandas da população. Há uma militarização das comunidades e queremos modificar esse projeto, garantindo, em primeiro lugar, o atendimento das demandas sociais da população por saneamento, por escola, por emprego, por condições dignas de vida.”

Luciana aproveitou para reafirmar o seu compromisso em acabar com a chamada ‘guerra às drogas’. “Esse modelo de combate às drogas é na verdade uma guerra aos pobres. Não queremos mais Amarildos, Claudias, DGs. Queremos uma polícia que tenha o dever de zelar pela segurança do povo, além de proteger e garantir os direitos humanos. Não queremos uma polícia que entra com violência promovendo torturas e execuções sumárias, como vemos hoje, não só no Rio de Janeiro, mas nas grandes cidades do Brasil”, declarou a candidata.

Marina, 2ª via do PSDB

Questionada por uma jornalista sobre a ascensão da candidata do PSB, Marina Silva, nas pesquisas, Luciana voltou a dizer que, ao contrário do que aparenta, Marina não representa em nenhum aspecto a chamada ‘nova política’. “A Marina é uma expressão distorcida de uma vontade de mudança que existe no povo. É distorcida porque tem uma aparência que não corresponde a sua essência. Aparenta ser a nova política, mas cede ao agronegócio, dizendo que nunca foi contra os trangênicos, cede aos usineiros, dizendo que vai aumentar a gasolina, cede aos banqueiros, dizendo que vai dar autonomia ao Banco Cental e cede aos setores mais reacionários, quando joga seu programa em defesa da população LGBT na lata do lixo após pressão. Ceder a pressões de grupos poderosos, seja do ponto de vista econômico, seja do ponto de vista eleitoral, é o retrato mais fiel da velha política”, afirma a presidenciável do PSOL.