Luciana Genro

Luciana Genro defende PEC 51 e fim da guerra às drogas em reunião com policiais federais

14 de julho de 2014 12h10

Por Redação #Equipe50

Crédito: Divulgação PSOL

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A candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, se reuniu na manhã desta segunda-feira (14) com a diretoria do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (SINPEF/RS), em Porto Alegre. Durante a visita à entidade, Luciana defendeu a aprovação da PEC 51/2013 e o fim da política de guerra às drogas no país.

Presidente do SINPEF/RS, Ubiratan Antunes Sanderson destacou que também apoia a aprovação da PEC 51, que foi idealizada pelo antropólogo Luiz Eduardo Soares, um dos maiores especialistas em segurança pública e direitos humanos do país. A proposta prevê a desmilitarização das polícias estaduais. “Temos que mudar o modelo de segurança pública. Não adianta só comprar viaturas”, disse Sanderson.

O SINPEF/RS representa mais de mil escrivães, papiloscopistas e agentes da Polícia Federal em 13 delegacias no Rio Grande do Sul. Nacionalmente, a categoria possui mais de 10 mil profissionais.

Os servidores reclamam da desvalorização que a carreira vem sofrendo desde o primeiro mandato do governo Lula, quando os agentes possuíam uma equiparação salarial com os funcionários da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O presidente do SINPEF/RS informou que, atualmente, os policiais federais recebem metade da remuneração que é dada aos agentes da Abin.

Luciana Genro expôs para a diretoria do SINPEF/RS as duas principais diretrizes de política econômica que defende para a Presidência da República: auditoria na dívida pública e revolução tributária, através da taxação sobre a riqueza e a propriedade. Com isso, ela projeta que será possível fazer os investimentos necessários para a valorização da segurança pública.

Crédito: Divulgação PSOL

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Contudo, a candidata acredita que o problema do setor não diz respeito somente à ausência de investimentos, mas, sim, a uma concepção de modelo de segurança pública. “Vejo que há um excesso de dispêndio de dinheiro na chamada guerra às drogas. Todo recurso público vai para isso e temos esse índice absurdo de elucidação de homicídios”, comparou, citando o dado informado pelo SINPEF/RS, de que somente 5% dos casos de homicídio são esclarecidos no Brasil.

Os agentes disseram que, no dia a dia da profissão, é possível perceber que existe um investimento muito maior no combate às drogas do que na investigação de crimes relacionados à corrupção no poder público, por exemplo. Eles informaram que, em Porto Alegre, a delegacia responsável por entorpecentes possui 15 agentes, enquanto que o órgão especializado em crimes financeiros conta com apenas um profissional.

Luciana Genro disse que é preciso modificar essa lógica de funcionamento da segurança pública e defendeu, também, maior autonomia e participação dos servidores públicos junto às decisões do governo federal. “Não adianta comprar mais viaturas e fazer mais concurso se a concepção de segurança pública não mudar. Os servidores públicos não são ouvidos, os governos colocam nos cargos de confiança representantes dos partidos que não escutam as entidades dos trabalhadores”, criticou.