Luciana Genro

Aniversário 43

18 de janeiro de 2014 13h45

Fotos de histórias antigas, mas nem tanto...

Fotos de histórias antigas, mas nem tanto…

Queria agradecer as homenagens pelo meu aniversário oferecendo a vocês três fotos antigas e simbólicas: A primeira é a saída da ocupação da Assembléia Legislativa, quando eu era deputada estadual e o Britto estava privatizando a CRT, num dos maiores e mais corruptos negócios que ele fez, e o movimento ocupou o plenário para impedir a votação da autorização para privatizar. Daquele episódio eu fiquei com a fama – injusta porém simpática, de ter subido numa mesa do plenário – na verdade quem subiu foi o Jurandir, presidente do Sinttel. Mas a minha fama já era grande, então levei a culpa. Deste episódio é curioso também que o Roberto Robaina foi o único condenado no processo judicial posterior, muito embora ele fosse meu assessor e portanto estava “legalmente” dentro do plenário. Prova de que a legalidade nem sempre é critério suficiente na justiça burguesa.
A segunda foto é da minha formatura no Colégio Maria Imaculada, escola onde fiz minha primeira incursão na política, publicando um jornalzinho chamado Manifesto Estudantil. Lá conheci o Chico, um professor de história que me apresentou um personagem central na minha formação política: Leon Trotsky.
A terceira foto é de uma assembléia do CPERS. Naqueles tempos de governo Britto, todos os deputados ligados aos partidos de esquerda iam nas Assembleias. Depois, quando o Olívio ganhou a eleição, na greve acabei sendo punida pela bancada por ter votado contra o governo e a favor do CPERS.
Bom, é muita história antiga!
Queria finalizar agradecendo o carinho de todos e destacando um trecho do texto que o Roberto Robaina escreveu para mim, do qual fiquei particularmente orgulhosa.

“Quando para muitos de sentido comum Luciana poderia ter se acomodado com cargos e privilégios do poder, depois da vitória do PT nas eleições presidenciais de 2002, Luciana seguiu seu caminho. Não abandonou suas convicções e as bandeiras. Rompeu com o PT e fundou o PSOL. Os riscos da empreitada eram razoáveis. Sua “carreira” política estava garantida no PT. Mas Luciana não é de colocar as coisas nestes termos. Não é política de carreira. Conto nos dedos os líderes políticos, as figuras públicas tão desprovidas de carreirismo e da ideia do prestígio pessoal quanto Luciana. Nisso em especial creio que ela é um exemplo. Humilde sem ser submissa, coletiva sem perder a individualidade. Firme sem perder a ternura. “