Luciana Genro

Taline Oppitz, Correio do Povo, 17 de julho de 2010

17 de julho de 2010 09h30

Estratégias

Crédito: AntÔnio Sobral

As regras do debate realizado pela Rádio Guaíba entre os candidatos que disputam o Palácio Piratini propiciaram uma boa visualização das estratégias dos partidos neste início de campanha. Tarso Genro (PT) e José Fogaça (PMDB) evitaram ataques diretos no debate, exatamente como têm agido nas manifestações públicas até aqui. Só houve uma pergunta direta entre os dois quando Fogaça não teve alternativa e, de acordo com as regras do debate, teria que dirigir uma pergunta para o petista. Usou um tema ameno, envolvendo a conservação de rodovias e a disputa com o governo federal. No restante do tempo, o peemedebista preferiu se concentrar nas propostas voltadas ao desenvolvimento do Estado. O candidato do PSol, Pedro Ruas, entretanto, seguiu trajetória oposta. Atacou tanto Tarso quanto Fogaça, afirmando que as propostas dos dois são as mesmas no Estado e no país. Yeda Crusius, da coligação Confirma Rio Grande, comunicou que não poderia comparecer ao debate.

Afago

Durante o debate na Rádio Guaíba, o candidato Tarso Genro (PT) procurou nitidamente aproximar o eleitorado pedetista da sua aliança, a Unidade Popular pelo Rio Grande. Ao se dirigir a Pedro Ruas, candidato do PSol ao Palácio Piratini, perguntando se ele convidaria o PDT para o seu governo, caso fosse eleito, recebeu a resposta que já conhecia: “De jeito nenhum”, disparou Ruas. Foi a deixa que Tarso Genro precisava para afagar os pedetistas. O candidato petista salientou que convidaria, com muito orgulho, o PDT para estar em um eventual governo, caso eleito. Ruas afirmou que “este PDT” está muito longe do partido que havia admirado no passado.