Luciana Genro

O ensino público gaúcho pede socorro

18 de maio de 2010 14h50

O CPERS/Sindicato realizou uma pesquisa nas escolas públicas gaúchas que mostra um diagnóstico catastrófico da situação do ensino em nosso estado. Na abertura do trabalho a direção do sindicato relata que enfrentou muitas dificuldades para realizar a pesquisa, principalmente devido à postura do governo do Estado, que fez de tudo para impedir a pesquisa, até mesmo proibindo, através de documento circular, que os educadores respondessem as perguntas ou que permitissem a realização da pesquisa nas escolas. O resultado mostra, realmente, que o governo tinha muito a esconder:

– 60% das escolas não têm Serviço de Orientação Educacional

– 43,5% des escolas que têm ensino noturno não possuem refeitório no período da noite

– 37,8% das esoclas não possuem laboratório de informática

– 60,2% dos entrevistados respoderam que lembram de algum incidente envolvendo a segurança da escola

– 59,4% afirmam que não existe nenhum programa ou ação governamental de combate à drogadição na região

– 61,4% dos professores entrevistados estão insatisfeitos com a manutenção recebida pela escola e 66,7% dos  diretores têm a mesma opinião

– 81,6% dos entrevistados consideram insuficiente a verba repassada para cobrir as necessidades da escola

– 53,8% percebe que as consequências da enturmação foram a baixa na qualidade de ensino e o atendimento ao aluno. A totalidade dos professores entrevistados diz que a enturmação prejudica a aprendizagem

– Embora 69,6% avaliem como boa a qualidade da escola, somente 8% entendem que o governo estadual garante condições para que a escola funcione