Luciana Genro

Companheiros do PSTU, façamos o debate programático!

16 de abril de 2010 09h46

Ontem encontrei o companheiro Zé Maria, pré-candidato a presidente pelo PSTU, no ato dos servidores federais em Brasília. Sempre muito gentil, Zé Maria veio me cumprimentar e dizer que havia solicitado uma reunião com Plínio de Arruda Sampaio, o pré-candidato do PSOL, mas não havia ainda recebido um retorno. Eu questionei se o objetivo da reunião seria comunicar ao PSOL que o PSTU não fará a Frente de Esquerda, pois circula pela internet um texto de Eduardo Almeida, dirigente nacional do PSTU, com essa notícia. Ele confirmou a autencidade do texto. Não sei se vocês leram, mas o PSTU está tentando culpar o PSOL pela sua decisão de não fazer a Frente. Como eu já havia lido o texto, e fiquei bastante indignada com essa manobra do PSTU, aproveitei a oportunidade para dizer ao Zé Maria que se eles não querem fazer a Frente, que arranjem outra desculpa pois essa história de que “não vai existir um PSOL, mas dois partidos na campanha eleitoral. Um deles apoiando Plínio, outro fazendo campanha sem candidato a presidente”, escrita por Eduardo Almeida, é absolutamente falsa. O bloco que apoiou Maritiniano teve a grandeza e a responsabilidade de declarar desde o primeiro momento que apesar de nossos problemas internos, Plínio será o candidato de todos. Aliás, eu mesma escrevi neste blog, no dia seguinte à escolha de Plínio, que aqueles que torcem pelo racha do PSOL podem “tirar o cavalinho da chuva”.

Na mesma carta Eduardo Almeida fala de diferenças programáticas com o PSOL, mas ao descartar a Frente de Esquerda devido à suposta divisão do PSOL, Almeida aborta o verdadeiro e importante debate que deve ser feito entre os nossos partidos: que tipo de programa  devemos apresentar na campanha eleitoral. Então, companheiros do PSTU, façamos essa discussão!  Não usem de subterfúgios colocando falsas palavras na boca dos dirigentes do PSOL, como fez nesta semana a mídia burguesa com a companheira Heloísa Helena. Não criem fatos que não existem para justificar as suas decisões. Que a burguesia queira nos desacreditar por conta de nossas disputas internas, é compreensível. Mas do PSTU esperamos um pouco mais.