Luciana Genro

Decisão misteriosa contra o bronzeamento artificial

24 de novembro de 2009 06h34

Eu não faço bronzeamento artificial. Tenho outros hábitos, entretanto, que não são recomendáveis do ponto de vista da saúde, como por exemplo, o de ingerir bebidas alcoólicas. Eu bebo com moderação, mas muitas pessoas que bebem exageram, causando danos a sua saúde e, o que é pior, colocam em risco a vida de outras. Violência doméstica, acidentes de trânsito, brigas de rua, tudo isso é potencializado pelos efeitos do álcool. A Anvisa proibiu o bronzeamento articifical, mas é  estranho que parece não passar pela cabeça deles proibir o álcool no Brasil. Mas sim as camas de bronzeamento, que não são proibidas em nenhum lugar do mundo, segundo me relatou a Pati Lucero, que atua no ramo e é filiada ao PSOL. Que o bronzeamento artificial pode causar melanoma, ou câncer de pele, é sabido, e tem que continuar sendo alertado aos usuários. Assim como excesso de sol também oferece esse risco. Mas o dano, se ocorrer, é restrito à pessoa que decide fazer uso do bronzeamento, ao contrário do álcool, que dá causa a tanta violência e acidentes, nesse caso não há nenhuma repercussão para quem não tem nada com o assunto. O que afinal está por trás dessa decisão da Anvisa? Será que é o lobby dos cosméticos de bronzeamento? Ou será um certo viés “talibã” e o próximo alvo será proibir as bebidas alcoólicas? Não sei, mas as duas alternativas são péssimas. Alguém consegue imaginar outra?