Luciana Genro

Jogos Olímpicos no Brasil

06 de outubro de 2009 13h42

Kenzo Jucá, sociólogo, especialista em desenvolvimento sustentável e direito ambiental e assessor da Liderança da bancada do PSOL na Câmara dos Deputados escreveu ótimo artigo sobre a vitória brasileira na disputa pelas Olimpíadas de 2016. Ele lembra a “inversão histórica de prioridades do Estado brasileiro, reforçado por PT/PMDB/PCdoB/PSDB/PSB/DEM hoje, que beneficia interesses privados, mega-obras físicas e ignora totalmente qualquer modelo de política esportivo-educacional sério e consubstanciado, que beneficie a população pobre do país”. Diz ainda que está sendo esquecido “o objetivo e a importância principal dos Jogos: a competição esportiva, a capacidade de disputa dos países, o preparo dos atletas, as diretrizes estruturais de apoio às diferentes modalidades e os efeitos sócio-culturais, pedagógicos e econômicos para as nações em competição e sua população. Incrivelmente, ninguém falou disso durante a reunião do Comitê Olímpico Internacional – COI em Copenhague. E por fim que este “seria o momento ideal para o governo desenvolver a educação física, as ciências esportivas (área de saúde, ciências humanas e outras) e o esporte brasileiro dar o salto qualitativo que, minimamente, faça se aproximar de Cuba. O que explica um país de economia desestruturada e sob forte bloqueio internacional ser uma potência esportiva e deixar o ‘imperialismo brasileiro’ no chinelo? A diferença é a orientação política dos governos, os interesses e quem deve ser privilegiado e beneficiado”. É isso  mesmo!