Luciana Genro

Zero Hora, 14 de agosto de 2009

14 de agosto de 2009 10h39

PRAÇA DOS CONTRÁRIOS
Sindicatos protestam diante do Piratini

Manifestantes contrários ao governo Yeda Crusius e a Brigada Militar (BM) voltam a se encontrar hoje, desta vez na frente do Palácio Piratini. O protesto tem como mote o impeachment da governadora.

Na manifestação de hoje, segundo o presidente da CUT, Celso Woyciechowski, são esperados milhares de participantes a partir das 11h. Mais cedo, a partir das 7h30min, os manifestantes vão se concentrar em frente à sede da Federação das Indústrias (Fiergs) para pedir a redução da jornada de trabalho. O major Eduardo Amorim, chefe de operações do Comando de Policiamento da Capital (CPC), afirma que a BM não revela o efetivo a ser deslocado para a frente do Piratini. Os policiais vão se concentrar no 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM) para se preparar para a ação:

– Na Praça da Matriz, há espaço para uma manifestação ordeira. No momento em que se perturbar a ordem pública ou houver tentativa de atingir PMs jogando pedras, vamos atuar dentro da lei.

No dia 16 de julho, em ato em frente à casa de Yeda, na Rua Araruama, zona norte da Capital, houve momentos de tensão entre os participantes e policiais militares. Seis pessoas foram detidos por desobediência, entre elas a vereadora Fernanda Melchionna (PSOL).

Major diz que manifestantes se jogaram no chão em julho

Além da parlamentar, a presidente do Cpers-Sindicato, Rejane de Oliveira, e a vice-presidente da entidade, Neida Oliveira, foram indiciadas pela Polícia Civil por dano material, injúria, difamação e tentativa de cárcere privado.

O Cpers acusa a BM de “criminalizar” os movimentos sociais. Segundo as líderes da entidade, houve excessos supostamente cometidos por policiais militares no dia 16 de julho. A denúncia está sendo apurada pela titular da 14ª Delegacia de Polícia, Sílvia Coccaro de Souza. A BM afirma não ter visto irregularidades na ação.

– Quando alguém está desrespeitando a lei, costuma arrumar subterfúgios. Teve gente que se jogou no chão – diz o major Amorim.