Luciana Genro

Gangue do Piratini é capaz de tudo

18 de julho de 2009 14h12

Depois da morte misteriosa do Marcelo Cavalcante, a mais escabrosa história envolvendo a gangue do Palácio é o caso Buchmann. O presidente do Detran foi alvo de uma armadilha do governo, para tentar desmoralizá-lo. A visita do chefe de gabinete de Yeda, Ricardo Lied, avisando que seu filho seria preso e sugerindo que ele ligasse para avisar o rapaz foi obviamente uma armação. O mais importante nesse caso é a certeza que fica de que a gangue continua roubando no Detran. Stella Maris, a ex-presidente, saiu por que não aceitou pagar a dívida milionária para a empresa de guinchos Atento. O Ministério Público de Contas atestou que ela estava certa, mas a quadrilha não desistiu. Queria que Buchmann, o novo presidente do Detran, pagasse. Ele resistiu, então armaram contra ele. Que grande interesse tem o governo em pagar essa dívida ilegítima? É evidente que aí tem um grande esquema de desvio de recursos. Os R$ 16 milhões seriam repartidos entre quantos dos integrantes da quadrilha?