Em um momento que simboliza anos de mobilização, diálogo e resistência do povo de terreiro no Rio Grande do Sul, a deputada estadual Luciana Genro participou, nesta sexta-feira (17), da cerimônia de posse dos novos conselheiros e conselheiras do Conselho do Povo de Terreiro do Estado do Rio Grande do Sul (CPTERGS) para o quadriênio 2026–2029.
“É uma grande honra me sentir parte dessa caminhada construída por vocês. Tenho muito orgulho de ter contribuído, por meio de uma emenda parlamentar para viabilizar a Conferência, da qual saiu a atual composição deste Conselho. Parabenizo a nova presidência e todos os conselheiros e conselheiras que assumem esse desafio tão importante no enfrentamento à intolerância, ao racismo religioso e a toda forma de discriminação. Contem comigo nessa luta”, declarou a parlamentar.
Ao todo, tomaram posse 64 conselheiros e conselheiras, entre titulares e suplentes, eleitos a partir da Conferência Estadual do Povo de Terreiro, realizada após um hiato de dez anos desde sua primeira edição. Na ocasião, também foi empossada a nova mesa diretora do CPTERGS, com Pai Valdir de Oxalá na presidência, Mãe Elizete Iemanjá na vice-presidência, Stela de Iemanjá na secretaria-geral e Canaan Farias na secretaria-executiva.
O presidente do Conselho destacou a importância do momento para as comunidades tradicionais de matriz africana e agradeceu o apoio do mandato da deputada, que destinou uma emenda parlamentar no valor de R$100 mil para a realização da Conferência.
“Se a gente está aqui hoje foi, sim, por uma emenda sua, deputada. Muito obrigada pela sua ajuda, pela sua solidariedade e pelo olhar atento a um povo que é historicamente discriminado, abandonado e esquecido. Em nome do nosso povo de terreiro, só temos a agradecer”, afirmou Pai Valdir de Oxalá.
Luciana Genro ressaltou ainda que, ao longo dos últimos anos, seu mandato esteve ao lado da luta contra a intolerância e o racismo religioso, acumulando avanços importantes a partir da mobilização do povo de terreiro, como os pareceres que reconhecem que o toque do tambor não é barulho, mas expressão sagrada. A deputada reafirmou o compromisso com a defesa da liberdade religiosa, a igualdade de direitos e o fortalecimento das políticas públicas construídas com a participação direta das comunidades de terreiro no Rio Grande do Sul.