A cultura esteve no centro da atuação do mandato da deputada estadual Luciana Genro (PSOL) ao longo de 2025, com ações voltadas à valorização da cultura popular, periférica, comunitária e diversa em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Em um cenário marcado por cortes, precarização e ausência de políticas estruturantes, o mandato atuou para garantir recursos, visibilidade, proteção e reconhecimento a iniciativas culturais que resistem nos territórios.
O Hip Hop foi uma das frentes prioritárias dessa atuação. Luciana Genro apoiou e fortaleceu o protagonismo feminino no movimento ao fomentar, através de emenda parlamentar, o Festival Elas por Elas, reafirmando o papel da cultura periférica como ferramenta de expressão, formação política e transformação social. Além disso, destinou R$ 100 mil em emenda parlamentar para a Casa do Hip Hop do Rubem Berta, espaço construído a partir da organização comunitária e da luta por direito à cidade, ampliando as condições para oficinas, encontros e atividades culturais para jovens e adultos da periferia.
O Carnaval, expressão histórica da cultura popular, também recebeu atenção especial. A deputada destinou R$ 100 mil para a Escola de Samba Estado Maior da Restinga, apoiando ações de diversidade no Carnaval em parceria com a LGBTinga, maior parada LGBTQIAPN+ de periferia do Sul do Brasil. O investimento reforça o entendimento de que o Carnaval é cultura, identidade, trabalho e política pública, e deve ser acessível, plural e respeitoso.
Em Canoas, o mandato viabilizou o Projeto Carnaval, garantindo formação cultural, geração de renda e fortalecimento das escolas de samba locais. Já em Porto Alegre, Luciana denunciou publicamente o boicote da prefeitura ao Carnaval de Rua, cobrando políticas públicas que respeitem trabalhadores da cultura e o direito da população de ocupar a cidade.
A defesa da cultura também se expressou no apoio a iniciativas ameaçadas pelo desmonte promovido por governos neoliberais. Um exemplo foi a atuação em defesa da Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo, que corria risco de fechamento. A deputada denunciou a situação e cobrou soluções para garantir a continuidade do projeto, reafirmando que cultura não é privilégio, mas direito. Em parceria com a deputada Fernanda Melchionna, também do PSOL, articulou a destinação de R$ 300 mil em emenda para auxiliar na manutenção da Orquestra.
No campo legislativo, Luciana é autora do projeto “Bar que Respeita o Músico”, que busca garantir condições dignas de trabalho, remuneração justa e respeito aos direitos de músicos e musicistas em bares e espaços culturais do estado, enfrentando a informalidade e a exploração no setor.
O mandato também destinou emendas parlamentares para revitalização de praças e espaços públicos, entendendo esses locais como fundamentais para o acesso à cultura, ao lazer e à convivência comunitária. Entre as iniciativas estão recursos para praças em Pelotas, Cachoeirinha e em Porto Alegre, além de apoio a projetos socioeducativos no bairro Bom Jesus, que utilizam a cultura como ferramenta de inclusão e fortalecimento de vínculos.
Outro destaque foi o apoio a projetos culturais voltados a mulheres e crianças, como o trabalho da atriz Deborah Finocchiaro, que levou teatro, arte e acolhimento a territórios periféricos, promovendo cultura como cuidado, escuta e reconstrução de trajetórias.
Além disso, o mandato marcou presença e deu visibilidade a datas e manifestações culturais fundamentais, como o Dia da Dança Afro-Brasileira, que se tornou Lei no Rio Grande do Sul, a partir de iniciativa de Luciana Genro em parceria com Perla da Silva dos Santos, uma das coordenadoras do Projeto Meninas Crespas, reafirmando o compromisso com a cultura negra, a ancestralidade e o enfrentamento ao racismo estrutural.
Para Luciana Genro, investir em cultura é investir na sociedade. “A cultura periférica, popular e comunitária segue viva apesar do abandono do poder público. Nosso mandato atua para garantir recursos, respeito e políticas públicas para quem produz arte, identidade e resistência nos territórios”, afirma.