Foto: Revista Nueva Sociedad
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A deputada estadual Luciana Genro (PSOL) participou, em Buenos Aires, na Argentina, da Conferência “Um futuro possível: Esquerdas 2019 – As esquerdas na América Latina, Europa e Estados Unidos”. O evento foi promovido pela Revista Nueva Sociedad, uma revista de ciências sociais existente desde 1972. A viagem ocorreu sem custo para a Assembleia Legislativa.

A deputada Luciana Genro (PSOL) participa do debate "América Latina: as esquerdas depois de um giro à esquerda",…

Posted by Luciana Genro on Friday, August 30, 2019

A deputada participou, nesta sexta (30/08), da mesa “América Latina: as esquerdas depois do giro à esquerda”, com a deputada Gael Yeomans, presidenta do partido Convergência, do Chile, e com o historiador uruguaio Gerardo Caetano.

Luciana Genro destacou a luta da juventude contra os cortes nas universidades promovido por Bolsonaro como a força de uma nova reconfiguração do movimento de massas e do movimento estudantil no país.

“Mais de 90% dos empregos que foram gerados por Lula eram de um salário mínimo. Junho de 2013 foi um momento onde essa crise se expressou porque a situação econômica estava começando a piorar”, relembrou a deputada.

A deputada destacou a necessidade da reconstrução de uma esquerda no Brasil, que faça debates estratégicos e autocrítica e construa uma forte unidade para enfrentar Bolsonaro, o avanço da extrema-direita e a lutra contra a retirada dos direitos sociais e das liberdades democráticas. Essa esquerda, explicou a deputada, deve ser anticapitalista, antirracista, feminista, antiLGBTfóbica e com seu método de luta sendo desenvolvido pela organização do povo, da classe trabalhadora, dos desempregados, e da juventude, em busca de uma democracia real.

“Bolsonaro, por seus ideais de direita, fortaleceu um grupo que tem um pensamento fascista, contra os direitos humanos, quer um encarceramento em massa para a comunidade LGBT”, destacou Luciana.

Além disso, a deputada destacou ainda o desenvolvimento de medidas efetivas de combate à corrupção e o fortalecimento do diálogo novamente com a juventude, as mulheres, os negros e negras.

“Não podemos ser a esquerda do socialismo autoritário. É preciso dialogar, e dialogar com outros países, como fazemos agora neste evento. É preciso construir uma alternativa e o PSOL, no Brasil, é uma dessas alternativas”, finalizou a deputada.