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| mulheres | Notícias

O governo do Estado precisa investir urgentemente em políticas públicas de combate à violência contra as mulheres. Nesta quarta, debatemos a falta de investimento nos equipamentos de proteção e acolhimento à mulheres em uma audiência na Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.

A deputada Luciana Genro (PSOL) cobrou do secretário Catarina Paladini, de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, a resolução para a situação do Centro de Referência da Mulher (CRM), sem coordenação há quase nove meses, desde o início do governo Leite. O CRM é a porta de entrada da rede de atendimento público à mulher vítima de violência.

Além disso, o Telefone Lilás, usado para receber denúncias e encaminhar atendimentos, está inoperante; a Rede Lilás está sem reuniões; a Diretoria da Rede de Mulheres sem direção e o Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres, sem verba para realizar sua eleição, que dirá para promover seu trabalho.

As mulheres lésbicas também expuseram suas reivindicações, como a inclusão da orientação sexual em boletins de ocorrência policial e alertaram para os casos de subnotificação de lesbocídios. As mulheres portadoras de deficiência cobraram da Secretaria de Segurança Pública a instalação de rampas de acesso à delegacia da Mulher de Porto Alegre.

Milene Russo e Nana Sanches expuseram a situação das casas de acolhimento no RS | Foto: Juliana Almeida

A discussão sobre prevenção e combate à violência contra a mulher segue no próximo dia 11, quando será promovida uma audiência sobre a situação das casas de acolhimento no Estado, tratando especialmente da Casa Viva Maria e da Casa de Mulheres Mirabal, representadas na audiência de hoje, respectivamente, pela enfermeira Milene Russo e pela coordenadora Nana Sanches (ambas na foto ao lado).