Luciana Genro

Terceirização da gestão da saúde deixa governo sem controle de recursos

14 de maio de 2019 15h08
Deputada Luciana Genro se reuniu com secretária Estadual da Saúde, Arita Bergmann, junto com trabalhadores da área da saúde | Foto: Juliana Almeida

A deputada estadual Luciana Genro (PSOL), coordenadora da Frente Parlamentar em defesa dos trabalhadores da Saúde, teve uma reunião com a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, para tratar, conjuntamente com representantes de sindicatos e de trabalhadores da saúde, sobre os salários atrasados dos servidores, a falta de transparência dos repasses aos hospitais e municípios e as condições precárias de trabalho e estrutura nas instituições de saúde do RS.

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Os trabalhadores não são os primeiros a serem pagos quando chegam, com atraso, os repasses aos hospitais e aos municípios. O Estado se desresponsabiliza do controle dos recursos pois as gestões da saúde estão na sua maioria terceirizadas, feitas por organizações sociais (OS). O presidente do Sindisaúde-RS, Arlindo Ritter, relembrou à secretária o caso do Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp) que administrava hospitais e unidades de saúde em Canoas, e que teve seu contrato rompido por investigação de fraude nos contratos.

Além disso, os trabalhadores apresentaram à secretária as demandas de hospitais e casas de saúde de Porto Alegre, Uruguaiana, Santana do Livramento, Camaquã, Tramandaí, Guaíba, Santa Maria e Rio Pardo. Estiveram presentes representantes do Sindisaúde-RS, do Sinttargs (Sindicato dos Técnicos, Tecnólogos e Auxiliares em Radiologia Médica), do Sindicato dos Enfermeiros (Sergs) e o presidente da Fessergs (Federação Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do RS), Milton Kempfer.

A secretária sugeriu que os trabalhadores busquem representação nos Conselhos Municipais de Saúde para exercer o chamado controle social, porém, os trabalhadores relataram a fragilidade deste mecanismo e, em muitos casos, a falta de abertura para a participação dos trabalhadores da saúde nos mesmos.

“Como presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Trabalhadores da Saúde, seguirei apoiando a luta dos trabalhadores por salários dignos, em dia e por boas condições de trabalho. Seguirei também exigindo o fim dos contratos de terceirização e o controle a transparência dos recursos repassados pelo governo do Estado à essas gestões, hospitais e municípios. A terceirização é um ataque frontal aos direitos dos trabalhadores e prejudica também a população, restringindo os atendimentos públicos, deixando os governantes sem compromisso e responsabilização para oferecer uma saúde pública de qualidade”, disse a deputada.