Luciana Genro

Ataques da reforma da Previdência pautam painel em São Leopoldo

07 de abril de 2019 11h00

Os ataques aos trabalhadores, às mulheres, às trabalhadoras do campo, aos professores e até aos idosos foram os temas do painel promovido pelo PSOL sobre a Reforma da Previdência com a participação das deputadas Luciana Genro (estadual) e Fernanda Melchionna (federal) na Câmara Municipal de São Leopoldo, no sábado (06/04).

A deputada Luciana Genro destacou a estratégia do governo em manter a estreita relação com os grande bancos, para promover ainda mais ataques aos trabalhadores.

“Bolsonaro precisa entregar essa reforma ao mercado e aos grande bancos, porque essa política de comprometimento com o capital lhe dá garantias para as medidas absurdas que faz diariamente”, destacou Luciana Genro.

A deputada estadual Luciana Genro destacou ainda a necessidade do diálogo com a população sobre os ataques da reforma.

“É preciso dialogar até mesmo com os eleitores do Bolsonaro, que deram um voto contrário ao status quo da política tradicional, mas agora estão vendo que os interesses defendidos pelo governo são os mesmos dos políticos anteriores. Essa proposta não acaba com os privilégios, ela só aumenta mais as desigualdades”, defendeu Luciana Genro.

A deputada federal Fernanda Melchionna relembrou a participação do Ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

“Ele fugiu e não respondeu às nossas perguntas (dos deputados). Essa reforma vai excluir milhões de brasileiros a ter acesso a esse benefício, porque muitos terão idade mas não terão tempo de contribuição para a aposentadoria com integralidade, que só será dada a quem trabalhar 40 anos”, explicou Fernanda Melchionna.

A militante trans Natasha Ferreira, filiada ao PSOL recentemente, também destacou a reforma da Previdência para a população LGBT.

“Como vamos fazer um debate sobre trabalho até os 62 anos se a expectativa de vida das mulheres trans, por exemplo, é de 35 anos? A discussão tem de ser outra, até porque a maioria da população trans está na informalidade e na prostituição”, finalizou Natasha.