Luciana Genro

Professores de escola especial pedem ampliação da faixa etária de atendimento após o término do Ensino Fundamental

28 de setembro de 2016 11h16

Em visita à Escola Municipal Especial de Ensino Fundamental Prof. Francisco Lucena Borges, a aandidata Luciana Genro conheceu o trabalho desenvolvido pelos professores que atendem a mais de 100 crianças de todas as regiões de Porto Alegre. Os alunos são crianças e jovens com Transtorno do Espectro Autista e psicóticos, que recebem ensino, alimentação e atividades lúdicas como música e artes. Os profissionais relataram a dificuldade de pais que precisaram entrar com ação judicial para garantir o transporte dos filhos até a escola, pois só existem quatro colégios deste tipo na rede municipal em toda cidade de Porto Alegre.

Direção da escola apresentou demandas para Luciana | Foto: Alvaro Andrade/PSOL

Direção da escola apresentou demandas para Luciana | Foto: Alvaro Andrade/PSOL

Embora conte com excelência no atendimento e boa infraestrutura, os professores demandaram a Luciana que, quando prefeita, possa ampliar a idade para atendimento dos alunos após o término do Ensino Fundamental, pois após os 21 anos eles deixam de frequentar a escola e não dispõem de nenhum outro local para convívio social e aprendizagem. Além disso, a rotina das famílias acaba sendo atingida, pois muitas mães precisam deixar de trabalhar para ficar com os filhos em casa, uma vez que precisam de cuidados especiais.

Luciana aproveitou a visita para detalhar suas propostas voltadas às mulheres, como a ampliação do número de vagas em escolas infantis, garantindo possibilidade das mães trabalharem fora de casa e ainda o programa “Dignidade de Mulher para Mulher”, que visa atacar o desemprego de mulheres chefes de família, promovendo qualificação e a inserção profissional complementada por renda temporária de um salário mínimo mediante a prestação de serviços para a prefeitura. “Desta forma queremos garantir independência e progressão na condição de vida com dignidade para estas mulheres. Sou mãe e sei como é um grande desafio e responsabilidade criar um filho, por isso precisamos garantir condições de sobrevivência para estas mulheres”, afirmou.

As participantes do programa executarão serviços de utilidade pública, de acordo com as necessidades da Prefeitura e sob supervisão de orientadores. Elas prestarão serviços durante quatro dias por semana em jornadas diárias de oito horas e farão cursos de qualificação e/ou de alfabetização durante um dia por semana. As chefes de família irão reforçar as equipes de servidores da Prefeitura em atividades como zeladoria de prédios, espaços e equipamentos públicos e apoio administrativo em órgãos municipais. Também poderão atuar em escolas, em creches próprias ou conveniadas e ainda no atendimento a idosos e na cadeia de reciclagem de resíduos sólidos.

As beneficiárias receberão uma bolsa-auxílio mensal equivalente a um salário mínimo nacional, auxílio-alimentação [R$ 15 por dia], auxílio-transporte [duas passagens de ônibus por dia] e uma cesta de alimentos por mês no valor de R$ 100 condicionada à assiduidade no trabalho e no programa de qualificação.