Luciana Genro

Javier Toret, Luciana Genro e Marcelo Branco debatem democracia real

06 de julho de 2016 16h56
Foto: Adria Meira

Para Luciana Genro, é preciso construir um novo ecossistema político, com participação ativa e direta da cidadania | Foto: Adria Meira

Na segunda-feira, dia 04/07, o movimento Compartilhe a Mudança realizou o debate “Democracia real e a potência das multidões conectadas”, com a presença de Luciana Genro, pré-candidata à prefeitura de Porto Alegre, Javier Toret, que coordenou a campanha da prefeita de Barcelona, Ada Colau, nas redes sociais, e Marcelo Branco, ativista digital e co-idealizador do Conexões Globais. O evento ocorreu na Avenida João Pessoa, 973, às 19h.

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 Marcelo Branco disse que a internet deixou de ser um simples meio de comunicação | Foto: Adria Meira

“Precisamos construir um novo ecossistema político, onde a cidadania seja parte direta da política. É a partir deste movimento real que poderemos vencer e governar de uma forma diferenciada”, disse Luciana. Para isso, ela aposta em ferramentas digitais de participação popular, à semelhança do que já ocorre em Madrid, onde propostas que atinjam 2% de apoio em uma plataforma virtual são submetidas a plebiscito popular e, caso vençam, acabam incorporadas pela prefeitura.

Marcelo Branco fez um histórico sobre os novos movimentos sociais em rede, como os indignados da Espanha, as revoltas no mundo árabe e o Occupy Wall Street, passando às Jornadas de Junho de 2013 no Brasil. Segundo o ativista, a internet teve um papel preponderante na organização e convocação destas mobilizações. “O centro da revolução digital é a comunicação, a internet não é simplesmente uma ferramenta, não é um componente de comunicação, é o corpo dos movimentos. É lá que as identidades coletivas são formadas”, disse.

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Javier Toret considera que o mundo vive um ciclo de revoltas interconectadas comparável a Maio de 1968 | Foto: Adria Meira

O espanhol Javier Toret comentou que o mundo assiste “um ciclo de revoltas interconectadas, que já tem a profundidade de Maio de 1968” e que aponta para a consolidação das cidades como ambientes propícios à experimentações e à “reconstrução da democracia”. Ele falou sobre o processo de criação do Barcelona en Comú, uma confluência cidadã municipalista que ganhou as eleições para a prefeitura da capital catalã e inspirou outras formações políticas em cidades da Espanha. “Boa parte dos meus amigos que eram ativistas agora são prefeitos e vereadores. É uma loucura”, brincou.