Luciana Genro

População do Lami quer mais saúde, transporte e infraestrutura

11 de abril de 2016 18h01
Foto: Fernanda Piccolo/Divulgação

Orla e praia do Lami não possuem infraestrutura adequada aos frequentadores | Foto: Fernanda Piccolo/Divulgação

A população do Lami está saturada. Os problemas se amontoam todos os dias. O único posto de saúde do bairro possui apenas apenas três médicos. Nem remédios ou soro tem para distribuir ao povo, apenas paracetamol. Para ir ao Hospital da Restinga, que fica relativamente perto, é preciso pegar dois ônibus. E a infraestrutura da orla e da praia é praticamente nula: guaritas de salva vidas quebradas, acessos precários e saneamento inexistente.

Essas e muitas outras reclamações foram feitas durante a caminhada do movimento Compartilhe a Mudança no Lami, realizada no sábado (09/04). A atividade contou com a presença de Luciana Genro, pré-candidata à prefeitura, e do Dr. Marcelo Rocha, médico que atendeu à comunidade no posto de saúde do Lami e pré-candidato a vereador.

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Dona Angelita dos Santos, sentada na cadeira, reclama da falta de médico e remédios no posto de saúde do Lami | Foto: Fernanda Piccolo/Divulgação

“Se precisamos de qualquer remédio, precisamos aguardar por uma consulta com um médico para pegar a receita, depois chegar na farmácia e nos dizerem que não tem nada”, lamentou Angelita dos Santos, enquanto confraternizada com amigos no calçadão da orla do Lami.

Isabel Sausen, que estava em um bar da região, comentou que precisou levar sua filha até o Hospital da Restinga, pois no posto do Lami não tinha quem pudesse atende-la. “A sorte que eu tenho carro. Não tinham nem um soro para dar à minha filha no posto”, disse.

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Dr. Marcelo Rocha lembrou que começou sua carreira como médico no posto de saúde do Lami | Foto: Fernanda Piccolo/Divulgação

Após a caminhada pela praia, a caravana do Compartilhe a Mudança encerrou a atividade com uma plenária na Lancheria Gerald, tradicional ponto de encontro do bairro. Lá, o povo mais uma vez relatou as precariedades da região.

Para Luciana Genro, é preciso dar condições mínimas de moradia digna e de lazer ao bairro. “A orla do Lami é linda, mas está abandonada. Não tem infraestrutura para o povo aproveitar. É inadmissível que se tenha que pegar dois ônibus para ir ao Hospital da Restinga”, comentou.

O Dr. Marcelo Rocha lembrou que começou a trabalhar como médico na UBS do Lami, atendendo à comunidade, entre 2012 e 2014. “Tenho uma lembrança muito boa daqui. Não vamos prometer soluções mágicas, mas muita luta ao lado do povo”, disse.

Veja mais fotos da atividade no Lami

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