Luciana Genro

Plenária do PSOL inicia debate de um programa para Porto Alegre

06 de março de 2016 10h39
“Queremos dialogar com os que fizeram de Porto Alegre uma cidade pioneira na participação popular e na luta por outro mundo possível, mas queremos ir muito além", disse Luciana Genro

“Queremos dialogar com os que fizeram de Porto Alegre uma cidade pioneira na participação popular e na luta por outro mundo possível, mas queremos ir muito além”, disse Luciana Genro

Por Redação #Equipe50

O PSOL de Porto Alegre realizou na tarde deste sábado (05/03) uma plenária aberta para dar início ao processo de construção de um programa de governo para a cidade. A reunião ocorreu na Câmara Municipal e contou com a presença da pré-candidata à prefeitura, Luciana Genro, do pré-candidato a vereador, Roberto Robaina, do deputado estadual Pedro Ruas, do presidente do PSOL gaúcho, Israel Dutra, e dos parlamentares municipais Fernanda Melchionna e Prof. Alex Fraga.

A plenária contou ainda com a presença de centenas de militantes, filiados, apoiadores e simpatizantes do PSOL. Durante o evento, o público recebeu um texto elaborado por Luciana Genro chamado “Compartilhar a mudança, uma alternativa para Porto Alegre”. O documento traça algumas diretrizes gerais e básicas para um plano de governo para a cidade.

Dentre os pontos destacados por Luciana, estão o fim da intermediação das empresas privadas na execução das políticas públicas, a constituição de um banco de terras públicas para destinação à moradia popular e a construção de uma democracia real na cidade através de mecanismos de participação popular e de consulta para tomada de decisões. “A prefeitura precisa se tornar uma referência de um outro modo de se fazer política”, frisou.

Roberto Robaina destacou a necessidade de o PSOL se construir como uma opção autêntica de esquerda

Roberto Robaina destacou a necessidade de o PSOL se construir como uma opção autêntica de esquerda

Luciana destacou a história de lutas da cidade, que foi capaz de se transformar em referência mundial durante os primeiros governos do PT na cidade. “Queremos dialogar com os que fizeram de Porto Alegre uma cidade pioneira na participação popular e na luta por outro mundo possível, mas queremos ir muito além. É a nossa vez de governar e demonstrar que é possível fazer diferente”, comentou.

Ao avaliar o cenário nacional, tumultuado com a ação da Polícia Federal na casa do ex-presidente Lula, Roberto Robaina disse que o país vive “o fechamento do ciclo de construção de uma certa esquerda” e que o PSOL tem o desafio de se constituir como uma alternativa autêntica neste processo. Já Pedro Ruas lembrou que é preciso demonstrar a habilidade do partido de governar – e isso poderia começar a partir de Porto Alegre.

O programa de governo que o PSOL apresentará nas eleições deste ano em Porto Alegre será construído de forma coletiva e colaborativa. O processo teve início oficial com a plenária aberta do partido, mas prosseguirá de forma autônoma através de uma plataforma virtual – que deverá ser lançada até o final de março – e de uma série de encontros, reuniões e debates presenciais.