Luciana Genro

Ocupação Campo Grande se mobiliza pelo direito à moradia

30 de março de 2016 11h22
Foto: Samir Oliveira/Divulgação

Ameaçados de despejo, moradores da ocupação Campo Grande realizaram assembleia popular na noite desta terça-feira (30/03) | Foto: Samir Oliveira/Divulgação

Moradores da ocupação Campo Grande, em Porto Alegre, realizaram uma assembleia popular na noite desta terça-feira (29/03). Durante a reunião, as lideranças da comunidade expressaram suas reivindicações na luta por moradia digna e contra as ameaças de reintegração de posse.

O encontro contou com a presença dos integrantes do Conselho Regional de Moradia Popular (CRMP), da pré-candidata à prefeitura de Porto Alegre, Luciana Genro, e da vereadora Fernanda Melchionna.

Marlon Lúcio, um dos coordenadores da ocupação Campo Grande, ressaltou que os moradores não estão sozinhos na luta pelo direito de permanecer na área. “Os governantes não querem saber de nós. Mas tem gente que está lutando ombro a ombro com a gente nesta caminhada”, disse, referindo-se às lideranças do PSOL.

Seu Arduino Balduino, liderança da ocupação São Luís, lembrou que a articulação política e jurídica do PSOL e do CRMP foram responsáveis por barrar o despejo dos moradores da sua comunidade. Já Juliano Fripp, um dos coordenadores do Conselho, recordou que a entidade surgiu há quatro anos, exatamente na ocupação Campo Grande, onde ocorria a assembleia. “Desde então a gente vem contando sempre com o apoio da Luciana e da Fernanda nas nossas lutas”, acrescentou.

Luciana Genro destacou as ações que o PSOL vem fazendo para lutar pelos direitos da população, como a redução do preço da passagem de ônibus, através de ação na Justiça, e a aprovação da lei que transforma 14 ocupações urbanas em Áreas Especiais de Interesse Social (AEIS). “Estamos trabalhando para garantir que os direitos do povo sejam assegurados. Nós estamos mostrando na prática de que lado estamos”, disse.

Fernanda Melchionna lamentou que a prefeitura trabalhe contra a permanência dos moradores nas ocupações. “Como pode ter terrenos abandonados na nossa cidade enquanto 50 mil pessoas não têm onde morar?”, questionou.