Luciana Genro

“Luta contra a homofobia e transfobia é também uma luta anticapitalista”, diz Luciana Genro

19 de maio de 2015 09h36

Por #Redação #Equipe50

Foto: Divulgação/PSOL

Ato na Redenção, em Porto Alegre, marcou o Dia Internacional de Combate à LGBTfobia | Foto: Divulgação/PSOL

Domingo (17/05) foi o Dia Internacional de Combate à LGBTfobia. A data marca o dia em que a homossexualidade deixou de ser considerada uma doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS), há exatos 25 anos.

Para celebrar essa conquista e lutar por muitas outras, movimentos sociais do mundo inteiro realizam manifestações neste 17 de maio. Em Porto Alegre, a Marcha de Combate à LGBTfobia ocorreu a partir das 16h no Parque da Redenção e contou com a presença da candidata do PSOL à Presidência da República nas eleições de 2014, Luciana Genro.

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Marcha percorreu o parque cobrando políticas públicas e denunciando políticos preconceituosos | Foto: Divulgação/PSOL

Organizado por diversos coletivos, o ato reuniu centenas de pessoas e contou com intervenções artísticas de integrantes da comunidade LGBT. Em sua fala, Luciana Genro lembrou que, embora homossexualidade não seja mais considerada uma doença, há outra doença que mata todos os dias: a homofobia e a transfobia. “Essa sim é uma doença e precisa ser tratada com um banho de civilidade e de ideias progressistas”, disse.

Luciana ressaltou que é preciso cobrar dos governos políticas públicas que protejam e garantam direitos à população LGBT. “Temos que exigir dos governos que tomem atitudes para enfrentar o preconceito e garantir os direitos da comunidade LGBT. Dilma cometeu um verdadeiro crime quando suspendeu o kit anti-homofobia nas escolas, porque a educação é o maior remédio contra a doença da homofobia e da transfobia”, comentou.

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Luciana Genro e a vereadora de Porto Alegre pelo PSOL, Fernanda Melchionna, estiveram na manifestação | Foto: Divulgação/PSOL

Por fim, a dirigente do PSOL relacionou à luta contra as opressões com a luta anticapitalista, na medida em que o sistema capitalista explora ainda mais os cidadãos que são considerados “de segunda classe”. “A luta contra a homofobia e a transfobia é também uma luta anticapitalista. Porque os capitalistas gostam do preconceito e da discriminação. É muito mais fácil explorar um LGBT quando ele é considerado um cidadão de segunda categoria”, manifestou.

A Marcha de Combate à LGBTfobia terminou após uma caminhada pelo Parque da Redenção e de um beijaço. Com cartazes e faixas, os manifestantes cobraram políticas públicas e criticaram os políticos conservadores, como o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP). O próximo ato está marcado para o dia 28 de junho, quando ocorrerá a Parada de Lutas LGBT, também na Redenção.