Luciana Genro

Luciana Genro confronta Dilma, Marina e Aécio no debate da TV Globo

03 de outubro de 2014 18h47

Por Redação #Equipe50

10338762_1499629203629707_7286586234095436921_n O último debate entre os presidenciáveis, promovido pela TV Globo na noite desta quinta-feira (2), teve a candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, como protagonista. Luciana enfrentou Dilma Rousseff, Aécio Neves, Marina Silva e ainda pediu para Levy Fidelix se desculpar pelo discurso homofóbico que proferiu no debate da TV Record no último domingo (28). O desempenho de Luciana no debate gerou forte repercussão nas redes sociais. A hashtag #LucianaNaGlobo passou a maior parte do debate em primeiro lugar dos Trending Topics mundiais.

A candidata do PSOL iniciou o debate com uma crítica à própria TV Globo sobre o fato de terem boicotado sua candidatura durante toda a campanha. “Hoje estou aqui por força da garantia da lei, porque durante toda a campanha eleitoral a Rede Globo só mostrou os candidatos que não têm propostas para atacar as 5 mil famílias mais ricas do Brasil, dentre as quais a família que é dona da Rede Globo”, disse a candidata.

Luciana x Dilma

A candidata do PSOL abriu o debate perguntando à presidenta Dilma se o escândalo da Petrobras é resultado das alianças com a direita que o PT fez. A presidente disse que seu governo está propondo medidas concretas contra a corrupção. Na réplica, Luciana criticou o tipo de política praticada pelo governo. “O mensalão foi o primeiro episódio que mostrou aonde levam essas alianças com a direita que vocês estão fazendo. O Aécio, que muito te acusa, não tem autoridade para falar, porque esse é o mesmo método do PSDB, mas o PSOL tem autoridade, porque nós não aceitamos governar com a direita, e também não aceitamos implementar políticas que só beneficiam os bancos e as grandes empreiteiras como vocês têm feito.”

Em um segundo embate direto com Dilma, Luciana perguntou sua opinião sobre uma de suas principais bandeiras: a taxação das grandes fortunas. Dilma fugiu da pergunta e falou de programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida. Na réplica, a presidenciável do PSOL disse que a presidente não respondeu sua pergunta porque não pode fazer essa revolução na estrutura tributária. “Ela não pode aumentar a tributação dos bancos e dos grandes milionários porque ela defende os interesses dos bancos. Na verdade os bancos, inclusive, financiam a campanha dela, como financiam a do Aécio e a da Marina. Além disso, os grandes milionários só aumentaram as suas fortunas no Brasil nos últimos anos, enquanto o povo sofre por falta de políticas sociais. A educação é um caos, a saúde é um caos, o transporte é um caos, a situação do povo é dramática, enquanto um punhado de milionários continua enriquecendo”, criticou Luciana.

“Não levante o dedo para mim”

O embate com Aécio Neves foi um dos mais agitados do debate. Luciana se dirigiu a Aécio Neves dizendo que ele e Dilma parecem o sujo falando do mal lavado. “Ela te acusa de privatização, mas o governo do PT privatizou rodovias, aeroportos. Tu acusa de corrupção o governo do PT, só que tu tinha que ter vergonha de falar em corrupção com o PT, porque o mensalão mineiro foi a origem do mensalão, e porque a privataria tucana, quando vocês privatizaram tudo no Brasil, foi um grande escândalo”, denunciou a candidata. Visivelmente nervoso, o tucano a acusa de estar fora da realidade. “Aécio, não levante o dedo para mim! Quem não tem conexão com a realidade é você. Você que anda de jatinho, que ganha um alto salário e não conhece a realidade do povo”, finalizou.

A nova política

Luciana também confrontou Marina Silva sobre suas propostas na área da segurança, dizendo que teme que a candidata ceda a pressões por uma segurança pública militarizada e violenta. “Afinal de contas, tu tens cedido a várias pressões, Marina. Tu cede ao agronegócio, aos bancos e aos conservadores. É preciso ter firmeza para contrariar setores que querem maior endurecimento da polícia”, apontou. Na tréplica, Marina disse que seu programa de governo é melhor do que o do Aécio e o da Dilma e muito parecido com o do PSOL.

“O senhor deveria sair algemado”

O debate sobre a homofobia voltou a ter destaque. Frente a frente com Levy Fidelix, Luciana pediu que ele se desculpasse pelas ofensas e ataques que fez no domingo passado. “Você apavorou, chocou, ofendeu e humilhou milhares de pessoas com aquele teu discurso homofóbico, que incitou o ódio e o direito de uma suposta maioria enfrentar uma minoria. O teu discurso de ódio é o mesmo discurso que os nazistas fizeram contra os judeus, é o mesmo discurso que os racistas fazem contra os negros, mas o racismo felizmente já é crime. Estamos lutando na Câmara Federal para que pessoas que façam discursos como teu saiam algemadas. Era assim que tu deveria ter saído do debate, algemado diretamente para a prisão. Eu reforço aqui: tu devia pedir perdão para milhões de brasileiros que tu ofendestes e atacastes”, criticou Luciana.

A presidenciável do PSOL ainda criticou o fato do governo ter suspendido o programa de combate à homofobia nas escolas. “Dilma retirou o programa por pressão da bancada fundamentalista no Congresso Nacional. Isso é criminoso, pois esse tipo de iniciativa é fundamental para que não tenhamos mais adultos como o senhor Fidelix. Queremos crianças que recebam educação para a tolerância e para a não discriminação”, afirmou Luciana.

Sucesso nas redes sociais

Luciana Genro também se destacou na Internet. Além da hashtag #LucianaNaGlobo, proposta pela equipe de Comunicação da campanha, ter passado boa parte do debate em primeiro lugar nos assuntos mais comentados no Twitter mundial, outras voluntárias surgiram e quando acabou o debate, os três primeiros trending topics do Brasil eram #VmsProvarQueNãoSomosMinoriaVotemLucianaGenro, #Vote50 e #LucianaNaGlobo.

No Facebook, ela foi a que mais recebeu citações. Em apenas cinco minutos, das 0:00 às 0:05, Luciana foi citada mais de 90 mil vezes. Ela também foi a presidenciável que mais cresceu na rede social: das 22:30 às 3:30, ela teve 16.162 curtidas.

Assista as considerações finais