Luciana Genro

Jurista Alysson Mascaro apresenta “Carta sobre o Socialismo” em apoio à Luciana Genro

19 de setembro de 2014 10h39

Por Redação #Equipe50

Crédito: Divulgação PSOL

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O jurista Alysson Mascaro, um dos grandes nomes da filosofia do direito no Brasil, entregou nesta quinta-feira (18) uma carta de apoio à candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro. “Neste momento histórico, declaro o meu total apoio à Luciana Genro. Essa não é apenas mais uma candidatura de esquerda, é a primeira plenamente socialista na história do nosso país. Luciana é a primeira e única que defende e luta pelos ideais do socialismo. Ela sempre foi socialista e aí está a coerência”, disse. Mascaro, que é professor da USP e orientador de Luciana no mestrado em Filosofia do Direito que ela cursa na universidade, vem formando uma geração de juristas críticos e afinados com os ideais socialistas. O evento ocorreu na sede do partido em São Paulo, no bairro da Vila Mariana.

A presidenciável do PSOL ouviu o pronunciamento do jurista e recebeu de suas mãos o documento intitulado “Carta sobre o socialismo”. No texto, Mascaro faz uma reflexão política do capitalismo e do socialismo em ocasião da candidatura de Luciana à Presidência. “Que essa carta contribua para que um dia tenhamos um mundo verdadeiramente socialista”, concluiu Mascaro lendo um trecho do documento: “Em face das contradições e aflições do mundo, que sua candidatura seja o grito de alerta. Que ecoe por todo um país e pelo nosso tempo. Que encontre corações, mentes e mãos que sintam a dor de fundo mais pesada que a dor do combate. Dos escombros e da luta contra o mundo da mercadoria pode surgir um dia em que a exploração do homem pelo homem tenha fim. Nesse dia, a humanidade nos mandará uma carta, narrando a chegada a sociabilidades superiores. Então, esta carta ao socialismo terá encontrado seus derradeiros destinatários.”

Crédito: Divulgação PSOL

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Luciana, visivelmente emocionada, agradeceu o apoio e disse que esse é um momento importante da campanha, uma abertura para falar sobre os ideais socialistas, muitas vezes distorcidos na mídia. “Não tenho muito espaço nos meios de comunicação. Isso é fácil de entender. Os interesses que defendemos são contrários aos interesses de quem comanda os grandes conglomerados de comunicação. Por isso a nossa campanha é ignorada. Além disso, precisamos falar abertamente de socialismo. As pessoas têm pouca informação. As medidas que defendemos não são diretamente socialistas. A reforma agrária, a reforma urbana, a auditoria da dívida e a reforma tributária, para citar alguns exemplos, não têm nada de extraordinário. Não são revoluções, são apenas reformas, muitas delas já previstas na Constituição. Essas propostas se tornam socialistas na medida em que é preciso contrariar interesses do capital. Elas vão na contramão dessa lógica depredatória do capital”, declarou a candidata.

Ela também disse que o povo brasileiro deve buscar seu próprio modelo de socialismo. “Não nos apegamos a modelos. Não há um governo efetivamente socialista no mundo, pois a ideia de socialismo não pode se dissociar da ideia de liberdade. Nenhum país do mundo logrou isso até hoje. Precisamos construir o nosso próprio modelo. Eu posso colaborar com a minha ação política, os juristas e intelectuais, no campo acadêmico, e o povo brasileiro através das mobilizações”, disse Luciana.

Estiveram presentes outros juristas renomados, como Pedro Davoglio, Camilo Onoda Caldas e Jonathan Erkert. Além disso, estudantes e apoiadores da candidatura de Luciana encheram a sala principal do diretório paulista.