Luciana Genro

Em Porto Alegre, Luciana Genro diz que violência policial é reflexo da impunidade dos torturadores da ditadura

15 de setembro de 2014 15h34

Por Redação #Equipe50

Crédito: Divulgação PSOL

Crédito: Divulgação PSOL

Nesta segunda-feira (15), a candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, dialogou com a população de Porto Alegre e realizou panfletagem na esquina das ruas dos Andradas e da Ladeira, no coração da capital gaúcha.

Acompanhada do candidato da Frente de Esquerda ao governo do Estado, Roberto Robaina (PSOL), e de candidatos da sigla ao Legislativo, Luciana afirmou que a violência policial de hoje é herança do autoritarismo da ditadura militar. “Nós entendemos que a impunidade dos torturadores do passado se reflete na violência policial e no tipo de polícia que nós temos hoje, uma polícia que, ao invés de garantir os direitos humanos, invade as periferias e tem uma postura de violação dos direitos humanos”, disse a presidenciável.

Para acabar com a política de abusos e violência contra a população, a candidata do PSOL propõe uma reforma profunda nas polícias. “Precisamos desmilitarizar, democratizar, dar treinamento e pagar salários dignos para que a polícia possa cumprir seu papel com segurança. As torturas e mortes que nós vimos na época da ditadura militar continuam acontecendo hoje nas delegacias e nos presídios. Por isso, nós queremos uma transformação nas polícias, garantindo um treinamento adequado e, proteção aos direitos humanos da população”, afirmou ela.

Luciana também propôs melhorar a ação dos órgãos de segurança pública no combate aos crimes contra a vida. “As nossas prisões, que são verdadeiras masmorras, estão superlotadas, principalmente de homens jovens, negros, pobres e de baixa escolaridade. A maioria ingressou lá por crimes contra o patrimônio ou tráfico de drogas. Os homicidas são uma minoria, justamente porque a polícia não está aparelhada para investigar os crimes devidamente. Portanto, nós precisamos aparelhar melhor a polícia, para que ela tenha condições de investigar os crimes contra a vida”, disse a presidenciável.

Ainda na área de segurança pública, a candidata ressaltou a necessidade de mudar a estratégia fracassada de guerra às drogas, que promove apenas o encarceramento de jovens pobres. “A política de segurança hoje é ancorada numa pretensa guerra às drogas, mas só encarcera pequenos traficantes, permitindo que os grandes traficantes, como por exemplo um senador que teve apreendido seu helicóptero com cocaína, continuem soltos. A maior impunidade no Brasil é a dos crimes do colarinho branco” afirmou Luciana.

Agenda

Na tarde desta segunda-feira (15), Luciana grava programas eleitorais e participa de entrevista na Ulbra TV, em Canoas, Região Metropolitana de Porto Alegre. Nesta terça-feira (16), a candidata participará de debate com os demais presidenciáveis, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Aparecida-SP.