Luciana Genro

Por mais direitos: a educação deve ser para todo mundo!

11 de agosto de 2014 20h34

Por #Equipe50

universalizacao Nesse dia do estudante, é fundamental lembrarmos a força que o movimento estudantil brasileiro teve em diversos momentos de nossa história. Desde sair às ruas para enfrentar e derrubar um Presidente da República, até ocupar reitorias e construir greves em defesa da educação pública, milhões de vozes de estudantes brasileiros ecoaram e fizeram valer a tradição combativa do movimento. E a luta continua. Garantir que todos tenham o direito de estudar em escolas e universidades públicas, gratuitas e de qualidade é uma tarefa que necessita cada vez mais do nosso engajamento.

Queremos a universalização das vagas no ensino superior para todos os brasileiros. Se todos podem estudar em escolas e colégios públicos sem a necessidade de qualquer comprovação ou avaliação, por que nas universidades sustentadas pelo dinheiro do povo o povo não pode pisar? É preciso garantir acesso irrestrito a todos, entendendo que o conhecimento é uma ferramenta de emancipação política e social. Durante séculos, nosso país vem sendo controlado por uma mesma elite que insiste em deixar o povo brasileiro sem acesso aos mais elementares direitos como educação e saúde universais e de qualidade. Nossa luta é por mais direitos!

O exemplo das universidades federais que adotam sistema de cotas raciais deve ser expandido para todas as instituições de ensino público. É inaceitável que a juventude tenha que se endividar para conseguir um diploma universitário. A lógica das políticas públicas que priorizam a lógica do lucro em detrimento do interesse público deve ser invertida. É fundamental que os estudantes tenham como manter seus estudos através de assistência e permanência. Alimentação, moradia e transporte são pontos dos quais não abrimos mão. Da mesma forma, queremos que as mães estudantes tenham creches para seus filhos, bem como que a população LGBT tenha segurança para exercer livremente sua sexualidade e identidade.

Nesse sentido, também não abrimos mão da qualidade e do direito de organização do movimento estudantil. Nossas escolas e universidades devem receber investimentos de modo a oferecer aos estudantes estrutura adequada de laboratórios, equipamentos esportivos, bibliotecas etc. Os DCEs, DAs e grêmios devem ser protegidos em seu direito de organização e reivindicação. A luta do movimento estudantil não pode ser tratada como caso de polícia.

A universidade pública é local de construção livre de socialização, cultura e conhecimento em que todos os brasileiros devem poder usufruir e se expressar. Nesse dia do estudante, reafirmamos nosso compromisso pela universalização da educação em todos os níveis, da creche à pós-graduação. O povo brasileiro acordou por mais direitos!