Luciana Genro

“O milionário paga o mesmo imposto que a dona de casa aposentada”, critica Luciana Genro em plenária de campanha no RS

17 de agosto de 2014 21h28

Por Redação #Equipe50

image

Crédito: Divulgação PSOL

Os candidatos do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, e ao governo do Rio Grande do Sul, Roberto Robaina, realizaram ato de campanha na cidade de Cachoeirinha, na região metropolitana de Porto Alegre, neste domingo (17/08). Eles prestigiaram a plenária de lançamento das candidaturas de Pedro Ruas à Assembleia Legislativa e de Ester Ramos à Câmara dos Deputados. Com a presença de centenas de militantes e apoiadores, o ato teve início por volta das 17h e reuniu lideranças da cidade, como Ana Fogaça, que foi candidata à prefeitura da cidade pelo PSOL em 2012. 

Luciana Genro defendeu a taxação dos bancos e das grandes fortunas como forma de estabelecer uma efetiva distribuição de renda no país, desonerando a carga tributária sobre o salário e o consumo. “O milionário, hoje, paga o mesmo imposto pelo litro de leite que a dona de casa aposentada. Nós não vamos governar para todos, nós vamos governar para a maioria, porque alguém tem que pagar a conta desta crise e não pode ser os trabalhadores, os mais pobres e a classe média, que já está esmagada por uma alta carga tributária”, comentou.

A candidata do PSOL à Presidência da República disse que é preciso regulamentar o imposto sobre as grandes fortunas, que está previsto na Constituição Federal. A proposta da candidata é criar uma alíquota de 5% ao ano sobre as fortunas acima de R$ 50 milhões. Com isso, Luciana afirma que seria possível arrecadar R$ 90 bilhões. “Se o povo brasileiro se mobilizar, fizer como fez em junho de 2013, for para as ruas mostrar que quer mais direitos, temos força, sim, para enfrentar esses interesses poderosos”, finalizou.

Propostas para o RS

Em seu pronunciamento, Roberto Robaina ressaltou a importância da militância comunitária em Cachoeirinha. “Vocês são integrantes de um trabalho que envolve construção de vanguarda e capacidade de diálogo com distintos setores do povo. Fazem um trabalho sério, consciente, de esquerda e anticapitalista que não se limita a pequenos círculos de vanguarda”, elogiou.

O candidato disse que, se for eleito governador, irá realizar uma investigação da dívida do estado com a União, que consome 13% das receitas dos gaúchos todos os anos. “Temos o desafio de construir uma proposta política que demonstre de onde devem sair os recursos para melhorar a vida do povo”, defendeu.