Luciana Genro

Luciana Genro critica seletividade da justiça contra os movimentos sociais, em ato de apoio ao MTST

20 de agosto de 2014 20h18

Por Redação #Equipe50

Crédito: Divulgação PSOL

Crédito: Divulgação PSOL

A candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, participou na tarde desta quarta-feira (20) de um ato-debate em solidariedade ao MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) no vão livre do Museu de Arte de São Paulo, na avenida Paulista. O ato é contra a tentativa de criminalização dos movimentos de moradia. No final do mês passado, o Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça que proíba qualquer convênio ou parceria com a Prefeitura de São Paulo com o MTST. Para a Promotoria de Habitação, as ocupações de terra promovidas pela entidade são oportunistas e furam a fila do cadastro de pessoas que esperam casa própria de programas como o Minha Casa Minha Vida. Mais de 10 mil trabalhadores ligados ao movimento estiveram no evento.

Luciana também fez uma dura crítica ao Sistema Judiciário, dizendo que ele tem dois pesos e duas medidas na hora de aplicar a lei. “A Justiça é como a serpente, só pica quem está com os pés descalços”, ou seja, só ataca os mais desprovidos de defesas jurídicas. A candidata do PSOL também criticou a revista Veja, que fez uma matéria atacando o MTST. Ela disse ainda que está processando a publicação e que, na condição de presidenciável, não aceita dar entrevista à revista. “Ela manipula destorce as informações para atacar os interesses da luta popular e os direitos dos trabalhadores”, disse Luciana.

Durante o evento, em uma das intervenções mais aplaudidas da tarde, ela disse que se eleita, definirá que “100% dos recursos destinados ao Minha Casa Minha Vida serão administrados por entidades que lutam por moradia, entre elas o MTST”. Hoje, apenas 2% dos recursos são geridos pelas entidades, os outros 98% são administrados por empreiteiras. Está comprovado que as moradias construídas pelas entidades são maiores e mais confortáveis. Luciana Genro foi a única presidenciável que compareceu ao ato.

Após a concentração, o movimento marchou até o Ministério Público de São Paulo para protocolar as seis denúncias.