Luciana Genro

Luciana Genro afirma que controlar a inflação com alta taxa de juros só beneficia bancos e especuladores

11 de agosto de 2014 19h15

Por Redação #Equipe50

Crédito: Divulgação PSOL

Crédito: Divulgação PSOL

Em entrevista à rádio Gaúcha nesta segunda-feira (11), a candidata à Presidência da República pelo PSOL, Luciana Genro, criticou a manutenção da alta taxa de juros como medida de controle inflacionário. “A alta taxa de juros é o que beneficia o banco e os especuladores. Para a gente controlar, é preciso olhar os preços administrados pelo governo, como a telefonia, a gasolina, a energia elétrica, a água e os alimentos”, defendeu a presidenciável, que estava acompanhada no estúdio por Roberto Robaina, candidata a governador do Rio Grande do Sul.

Sobre educação, Luciana deixou claro que sua prioridade é universalizar o acesso à universidade pública por meio de um maior investimento em educação. ” A revolução na estrutura tributária, através da regulamentação de imposto sob as grandes fortunas, acima de R$ 50 milhões, pode arrecadar R$ 90 milhões por ano, o que seria necessário para dobrar os investimentos na educação”, disse.

Luciana Genro voltou a defender o fim da guerra às drogas e a implementação de um novo modelo para acabar com o problema. Segundo ela, a política que temos hoje só aumenta a violência e a corrupção policial. “Esse modelo de combate ao narcotráfico está falido. O Uruguai aponta um caminho. O tráfico é pior que a droga. Para se ter uma política de segurança pública que dialogue com os problemas sociais, precisamos tirar o usuário da guerra. A liberação da maconha é um passo nesse sentido. A maconha deve ser tratada no mesmo patamar do álcool e do cigarro”, afirmou a candidata.

A candidata do PSOL ainda disse que o Brasil deveria ter cortado relações com Israel. “Diante do tamanho do massacre, que nos assistimos ao povo palestino, seria necessário uma atitude mais dura, no sentido de romper relações diplomáticas com Israel, para tencionar para o fim do desse genocídio que nós estamos assistindo na Palestina”, concluiu.