Luciana Genro

“Se o povo quiser, podemos ir para o segundo turno”, diz Luciana Genro em plenária de mobilização no RS

26 de julho de 2014 20h16

Por Redação #Equipe50

Crédito: Divulgação PSOL

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A candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, realizou na tarde deste sábado (26) a primeira plenária de mobilização de sua campanha no Rio Grande do Sul. O ato ocorreu em  Porto Alegre e reuniu 350 pessoas, entre militantes, candidatos e apoiadores da Capital e do Interior. Compareceram delegações de Passo Fundo, Dom Pedrito, Santana do Livramento, Charqueadas, Frederico Westphalen, Bagé, Gravataí, Viamão, Barra do Ribeiro, Caxias do Sul, Cachoeirinha e Santa Maria.

Antes do discurso de encerramento, que ficou a cargo da presidenciável, Luciana Genro ouviu aos pronunciamentos de representantes do movimento popular, da juventude, da população LGBT, da população negra, do movimento sindical e das áreas da saúde e da educação. Também se pronunciaram os dois vereadores do PSOL em Porto Alegre: Pedro Ruas, que é presidente do partido no estado, e Fernanda Melchionna.

Em sua fala, Luciana Genro destacou os principais pontos do programa de governo que está apresentando nas ruas e nos debates durante esta campanha. Luciana Genro iniciou o pronunciamento afirmando que, se for eleita a próxima presidenta da República, irá romper relações com o Estado de Israel. “Se eu fosse presidenta da República, o Brasil romperia relações diplomáticas com Israel”, anunciou, qualificando de “inadmissível” a manutenção de parcerias com o país que massacra o povo palestino.

Crédito: Divulgação PSOL

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A candidata do PSOL entende que é preciso fazer uma verdadeira revolução tributária no país. Por isso, defende que a tributação incida de forma mais forte sobre a renda e sobre a propriedade. A principal proposta de Luciana Genro para esta área é a taxação das grandes fortunas – uma proposta que defende há muitos anos, desde quando era deputada federal e apresentou um projeto neste sentido.

A proposta da candidata à Presidência pelo PSOL é taxar em 5% ao ano as fortunas acima de R$ 50 milhões. “Os pobres, hoje, pagam muito mais impostos que os milionários. Queremos que os ricaços contribuam com 5% de suas fortunas. Só com isso, poderíamos arrecadar R$ 90 bilhões e dobrar os investimentos em educação”, disse.

Luciana Genro destacou que irá governar para a maioria e avisou que não deseja os votos dos milionários – fazendo um paralelo com o que já disse o vereador Pedro Ruas, que não deseja o voto dos empresários dos ônibus de Porto Alegre. “Não somos hipócritas de dizer que vamos governar para todos. Vamos governar para a maioria. Tem gente que não vai gostar do nosso governo, que não vai votar em nós e nem deve votar mesmo. Ricaços, não votem em nós!”, conclamou.

Ao falar sobre democracia real, Luciana Genro defendeu a consolidação de um governo popular, baseado na mobilização da população nas ruas e não em conchavos políticos com o Congresso Nacional. “Junho deu uma grande lição: o povo nas ruas mete medo nas elites políticas. Eles ficaram com muito medo e fizeram promessas mirabolantes. Queremos uma República de conselhos populares, onde o povo esteja organizado e seja o governo de si mesmo”, explicou.

Para concluir, a candidata do PSOL disse que é possível, sim, ir para o segundo turno na disputa com os partidos tradicionais. “Se o povo quiser, nós podemos. Depois do que ocorreu em junho de 2013, nada é impossível de mudar”, declarou.

Crédito: Divulgação PSOL

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O candidato do PSOL ao governo do Rio Grande do Sul, Roberto Robaina, disse, em seu pronunciamento, que as candidaturas apresentadas pelo partido são uma alternativa que a população possui entre o continuísmo dos governos petistas e o retrocesso que representa o retorno do PSDB e de seus aliados ao poder. “Nossa proposta significa uma alternativa ao modelo de ajuste que os candidatos do sistema defendem”, resumiu.

Roberto Robaina lembrou que o PSOL possui “a força de uma ideia socialista que corresponde aos interesses da classe trabalhadora, dos explorados e dos oprimidos”. E avaliou que as manifestações de 2013 no Brasil foram “um levante popular e juvenil que provocou uma fratura no processo de dominação da democracia burguesa”.