Luciana Genro

TRE mantém impugnação à candidatura de Luciana Genro (Jornal do Comércio, 16/08/12)

16 de agosto de 2012 10h16

Keli Lynn Boop

Foto: Jonathan Heckler/JC

Foto: Jonathan Heckler/JC

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Estado manteve indeferida, por cinco votos a um, a candidatura da ex-deputada federal Luciana Genro (P-Sol), em sessão no final da tarde de ontem, diante de um auditório com capacidade superlotada. Luciana, que tenta concorrer à Câmara Municipal de Porto Alegre, teve a sua candidatura impugnada pela Justiça eleitoral, em julho deste ano, em acolhimento à representação do Ministério Público eleitoral.

A ação alega que Luciana não pode disputar por ser filha do governador Tarso Genro (PT). Com base no artigo 14 da Constituição federal, parentes de até segundo grau de prefeitos ou governadores não podem concorrer a cargos eletivos. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e é o que Luciana e seu advogado, Antônio Augusto Mayer dos Santos, pretendem fazer, segundo afirmou a candidata logo após a sessão. A sustentação de defesa do advogado Antônio Augusto Mayer dos Santos expôs a “autonomia federativa”, visto que a candidata tenta cargo no Legislativo municipal, e Tarso Genro pertence ao Executivo estadual. Argumentou ainda sobre a independência política de Luciana, a qual não pertence ao mesmo partido do pai. Defendeu ainda que Luciana já cumpriu quatro mandatos, foi por duas vezes deputada estadual e por duas vezes deputada federal.

Logo após o resultado, visivelmente abatida, Luciana disse lamentar a decisão. “Vou continuar e vou recorrer. Lamento muito essa decisão, mas é a vida. Ou melhor, é ausência de vida”, desabafou. Luciana disse que vai recorrer ao TSE, mas que não vai mais pedir votos para sua candidatura para não correr o risco de anulação da votação e prejudicar a legenda.

“Infelizmente esta decisão é tomada nas instâncias superiores, apenas depois das eleições, e eu não posso colocar em risco os mandatos do P-Sol. Vou continuar lutando pelos meus direitos políticos, mas não posso ficar refém por dez anos caso o meu pai seja reeleito”, afirmou.

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