Luciana Genro

Ato em apoio aos estudantes chilenos agita Porto Alegre

19 de agosto de 2011 08h49

Chamados pelo movimento Juntos!, DCE/UFRGS, grêmios estudantis e outros coletivos, estudantes universitários e de ensino médio realizaram ontem, dia 18, um ato em apoio aos estudantes chilenos em Porto Alegre.

Mais de 500 jovens se reuniram no Parcão, às 9h, e caminharam até a consulado do Chile onde entregaram um manifesto do movimento estudantil em apoio às mobilizações dos estudantes chilenos ao Cônsul. O manifesto é endereçado ao Presidente do Chile, Sebástian Piñera.

A vereadora Fernanda Melchionna, que esteve no Chile acompanhando as mobilizações estudantis do país, participou da manifestação.Fernanda ressaltou a importância de fazer atos em apoio à juventude chilena que está sendo fortemente reprimida. Ainda lembrou, que a vitória dos estudantes de lá também é a nossa vitória: não apenas pela solidariedade às suas reivindicações, mas, também, por que ajuda a fazer com que, através do efeito exemplo, os brasileiros percebam que a luta muda a vida.

Desde maio deste ano, o movimento estudantil do Chile vem protagonizando as maiores mobilizações do país desde a época da ditadura, chegando a reunir até meio milhão de pessoas nas ruas. Sua reivindicação é a educação gratuita, num país que possui altos índices de privatização e cobrança de taxas nas universidades públicas. Nos últimos protestos, o governo Piñera intensificou a repressão sobre o movimento estudantil. Utilizando-se de um decreto da ditadura de Pinochet avançou as forças policiais contra os manifestantes, deixando centenas de feridos e quase mil presos.

O movimento estudantil brasileiro quer transmitir através desse Manifesto toda a solidariedade e força para que os estudantes e trabalhadores sigam a sua luta até o fim, além de exigir que o governo Piñera liberte imediatamente os presos políticos e pare com a repressão. A educação pública, gratuita e de qualidade é um direito de todos os chilenos, e não uma mercadoria. Estamos no Brasil comprometidos com essa luta e, por isso, damos todo o incentivo para que o movimento estudantil chileno siga e fortaleça seus protestos.

Fonte: fernandapsol.com.br