Luciana Genro

Armani Nizar Dirigente da revolução tunisiana em Porto Alegre

15 de abril de 2011 08h20

A Fundação Lauro Campos com o apoio da secretaria de relações internacionais do PSOL  tras à Porto Alegre Amami Nizar, dirigente sindical da Federação de Correios e Telégrafos da Tunísia e Militante da Liga de Esquerda Operária. O dirigente tunisiano estará em Porto Alegre, no dia 14 de abril, para divulgar a revolução da Tunisia e buscar solidariedade com suas organizações de esquerda.

Participe do debate com Amami Nizar, dia 14 de abril, às 18h30, no plenário Ana Terra da Câmara Municipal

Amami Nizar começou sua militância em 1975, quando era estudante secundarista, combatendo o governo autocrático de Bourguida. Incorporou-se ao movimento estudantil, que estava sob influencia da onda revolucionária do maio francês, e apoiou à greve geral dos trabalhadores em 1978.

No começo dos anos 80, com outros camaradas fundou a Liga Comunista Revolucionária, que aderiu à Quarta Internacional. Construindo intensas atividades de esquerda, editando jornais, promovendo congressos e manifestações e escrevendo panfletos para difundir a luta política.  Os militantes da Liga Comunista foram presos várias vezes pela polícia política sendo que alguns ficaram detidos por 7 anos.

Quando acabou o colégio, Amami ficou desempregado e realizava trabalhos eventuais por conta própria, até que em 90 ingressou nos correios. Filiou-se ao sindicato e, em pouco tempo, foi secretário-geral. Em 1990, participou da luta ativa contra a invasão das tropas do EUA no Iraque. A partir de 2001, passou a fazer parte da Federação. Nesta época, as mobilizações eram contra a privatização dos Correios e a separação da Telecom que fazia parte da mesma empresa e que foram separadas para poder serem privatizadas.

Junto com os trabalhadores, filiados a sindicatos de base e a UGTT (central unitária), populares e desempregados, esteve contra o governo de Bem Alí desde os seus primeiros dias. Somando-se aos protestos sociais e à greve geral que provocou um giro à situação revolucionária resultando na queda de Ben Alí.

Após a derrubada do governo, Amami Nizar continua imerso na mobilização contra a política do novo governo que pretende fazer novos instrumentos para contornar a revolução e frear os setores progressistas.

Fonte: www.fernandapsol.com.br