Luciana Genro

Luciana convida para ato no dia 6

02 de dezembro de 2010 13h40

Convite para o ato

A deputada federal Luciana Genro esteve nesta quinta-feira, 2, na rádio Guaíba, acompanhada do presidente estadual do PSOL, Roberto Robaina, para conceder entrevista aos jornalistas Juremir Machado e Taline Oppitz, no programa Esfera Pública. Luciana aproveitou sua primeira participação na emissora após as eleições para agradecer os quase 130 mil votos que recebeu dos eleitores gaúchos:

“Estou muito satisfeita com a votação que tive, fui a oitava mais votada no Estado, a segunda em Porto Alegre. E por causa dessa regra draconiana, que exige que os partidos tenham cerca de 200mil votos para obter uma cadeira, fiquei de fora da Câmara. Mas essa votação me impulsiona, me estimula a continuar, porque sinto que perdi ganhando. Teve gente se elegendo com muito menos votos, um suplente está entrando com apenas 18 mil votos. E por ter sido a segunda mais votada na Capital, tenho a vontade e me sinto no dever de concorrer à Camâra de Vereadores e representar esse eleitorado.”

Porém, sendo filha do governador eleito, Luciana estaria impedida de concorrer à vereança em 2012. Ela explicou a Lei das Inelegibilidades e qual a sua luta em relação a essa regra:

“Parentes até segundo grau só podem ser candidatos à reeleição ou numa instância superior à do governante, no caso de governador só sobra a presidência da República. Queremos que a Justiça interprete a questão de forma razoável, pois a lei existe para impedir oligarquias, não para ceifar trajetórias políticas já consolidadas. Não milito com Tarso Genro, fui expulsa de seu partido, não formamos uma oligarquia, temos trajetórias distintas. Na prática, ficar impedida de concorrer enquanto Tarso for governador seria uma cassação de meus direitos políticos.”

Para Juremir, a Lei das Inelegibilidades é “um remédio exagerado”, pois a legislação deveria impedir o uso da máquina pública em prol de um candidato, “não cercear o direito de um em função de outro”. Luciana concordou e contou que o senador Sérgio Zambiasi se prontificou a apresentar uma PEC ou legislação complementar. Porém, a deputada lembrou que esses processos na Câmara e no Senado são extremamente lentos e poderiam não ser aprovados a tempo.

Taline apontou a mobilização da sociedade em defesa do direito de Luciana concorrer, agrupando inclusive nomes de oposição ao PSOL. “Fico muito feliz com a receptividade que tive em todas as visitas que fiz aos senadores, Zambiasi, Paulo Paim e Pedro Simon se comprometeram a aparecer no ato público de 6 de dezembro, assim como a senadora eleita Ana Amélia, o próprio Tarso, vários vereadores, deputados estaduais e federais, como Onyx Lorenzoni, que é do DEM, pessoas do mundo jurídico, dirigentes do PV… As pessoas percebem que há injustiça, que a causa está acima de partidos”, disse Luciana.

Juremir também afirmou que não se conforma de os candidatos mais votados num pleito não serem os eleitos. “O sistema não evita as distorções que supostamente deveria evitar”, comentou. “Os eleitores têm a ilusão de estarem dando o voto a uma pessoa”, completou Taline. Luciana concordou:

“O mais errado do sistema é que ele engana o eleitor. Vejo nas ruas, muitos me dizem que não votam em partidos, mas nas pessoas. Isso já é resultado da desmoralização da política, pois os partidos se agrupam por interesses e não por ideologia. Mas mesmo sem querer, acabam votando em partidos e coligações e ajudando a eleger quem não querem. Precisaríamos mudar isso, para que a população votasse na pessoa ou tivesse a consciência do voto em lista, apresentada de forma clara, sabendo que estaria ajudando outros candidatos.”

Luciana, que teve dois mandatos na Assembleia Legislativa e está em seu segundo na Câmara Federal, lembra que nunca foi vereadora e que tem muita vontade de atuar diretamente na cidade de Porto Alegre. Robaina engrossa o coro: “O PSOL, com apenas dois vereadores, já faz a diferença na Câmara Municipal, e Luciana deve aumentar nossa bancada e nossas lutas. Até 2012, serão dois anos de luta para que os porto-alegrenses tenham Luciana na sua Câmara. É importante, porque o PSOL é diferente na política no que ela tem de substancial.”

Sobre o futuro, Luciana adianta que vai continuar fazendo política mesmo sem mandato, como dirigente do PSOL e nas lutas da sociedade. “O que muda mesmo é que não terei que ir pra Brasília toda semana, o que não é de todo mal, porque é bem cansativo”, brinca. “E vou atuar na área de educação, pois sou professora, de Inglês. Ainda não sei onde, mas devo trabalhar na minha área. Além de concluir meu curso de Direito, que concluo agora em 2011.”

Ato

O ato pelo direito de Luciana concorrer nas eleições de 2012 será nesta segunda-feira, 6 de dezembro, às 18h30min, no auditório da Faculdade de Direito da Ufrgs (Av. João Pessoa, 80 – Centro). O advogado da deputada, Antônio Augusto Mayer dos Santos, está confiante na luta. “Esse é o momento de inciar um processo político, para legitimar meu direito de concorrer. Lançaremos também um abaixo-assinado e outras iniciativas serão tomadas ao longo do próximo ano, a fim de sensibilizar a Justiça Eleitoral. E estão todos convidados”, convoca Luciana.

uciana convida para ato no dia 6

Deputada esteve na rádio Guaíba falando sobre seu desejo de ser vereadora em Porto Alegre.

A deputada federal Luciana Genro esteve nesta quinta-feira, 2, na rádio Guaíba, acompanhada do presidente estadual do PSOL, Roberto Robaina, para conceder entrevista aos jornalistas Juremir Machado e Taline Oppitz, no programa Esfera Pública. Luciana aproveitou sua primeira participação na emissora após as eleições para agradecer os quase 130 mil votos que recebeu dos eleitores gaúchos:

“Estou muito satisfeita com a votação que tive, fui a oitava mais votada no Estado, a segunda em Porto Alegre. E por causa dessa regra draconiana, que exige que os partidos tenham cerca de 200mil votos para obter uma cadeira, fiquei de fora da Câmara. Mas essa votação me impulsiona, me estimula a continuar, porque sinto que perdi ganhando. Teve gente se elegendo com muito menos votos, um suplente está entrando com apenas 18 mil votos. E por ter sido a segunda mais votada na Capital, tenho a vontade e me sinto no dever de concorrer à Camâra de Vereadores e representar esse eleitorado.”

Porém, sendo filha do governador eleito, Luciana estaria impedida de concorrer à vereança em 2012. Ela explicou a Lei das Inelegibilidades e qual a sua luta em relação a essa regra:

“Parentes até segundo grau só podem ser candidatos à reeleição ou numa instância superior à do governante, no caso de governador só sobra a presidência da República. Queremos que a Justiça interprete a questão de forma razoável, pois a lei existe para impedir oligarquias, não para ceifar trajetórias políticas já consolidadas. Não milito com Tarso Genro, fui expulsa de seu partido, não formamos uma oligarquia, temos trajetórias distintas. Na prática, ficar impedida de concorrer enquanto Tarso for governador seria uma cassação de meus direitos políticos.”

Para Juremir, a Lei das Inelegibilidades é “um remédio exagerado”, pois a legislação deveria impedir o uso da máquina pública em prol de um candidato, “não cercear o direito de um em função de outro”. Luciana concordou e contou que o senador Sérgio Zambiasi se prontificou a apresentar uma PEC ou legislação complementar. Porém, a deputada lembrou que esses processos na Câmara e no Senado são extremamente lentos e poderiam não ser aprovados a tempo.

Taline apontou a mobilização da sociedade em defesa do direito de Luciana concorrer, agrupando inclusive nomes de oposição ao PSOL. “Fico muito feliz com a receptividade que tive em todas as visitas que fiz aos senadores, Zambiasi, Paulo Paim e Pedro Simon se comprometeram a aparecer no ato público de 6 de dezembro, assim como a senadora eleita Ana Amélia, o próprio Tarso, vários vereadores, deputados estaduais e federais, como Onyx Lorenzoni, que é do DEM, pessoas do mundo jurídico, dirigentes do PV… As pessoas percebem que há injustiça, que a causa está acima de partidos”, disse Luciana.

Juremir também afirmou que não se conforma de os candidatos mais votados num pleito não serem os eleitos. “O sistema não evita as distorções que supostamente deveria evitar”, comentou. “Os eleitores têm a ilusão de estarem dando o voto a uma pessoa”, completou Taline. Luciana concordou:

“O mais errado do sistema é que ele engana o eleitor. Vejo nas ruas, muitos me dizem que não votam em partidos, mas nas pessoas. Isso já é resultado da desmoralização da política, pois os partidos se agrupam por interesses e não por ideologia. Mas mesmo sem querer, acabam votando em partidos e coligações e ajudando a eleger quem não querem. Precisaríamos mudar isso, para que a população votasse na pessoa ou tivesse a consciência do voto em lista, apresentada de forma clara, sabendo que estaria ajudando outros candidatos.”

Luciana, que teve dois mandatos na Assembleia Legislativa e está em seu segundo na Câmara Federal, lembra que nunca foi vereadora e que tem muita vontade de atuar diretamente na cidade de Porto Alegre. Robaina engrossa o coro: “O PSOL, com apenas dois vereadores, já faz a diferença na Câmara Municipal, e Luciana deve aumentar nossa bancada e nossas lutas. Até 2012, serão dois anos de luta para que os porto-alegrenses tenham Luciana na sua Câmara. É importante, porque o PSOL é diferente na política no que ela tem de substancial.”

Sobre o futuro, Luciana adianta que vai continuar fazendo política mesmo sem mandato, como dirigente do PSOL e nas lutas da sociedade. “O que muda mesmo é que não terei que ir pra Brasília toda semana, o que não é de todo mal, porque é bem cansativo”, brinca. “E vou atuar na área de educação, pois sou professora, de Inglês. Ainda não sei onde, mas devo trabalhar na minha área. Além de concluir meu curso de Direito, que concluo agora em 2011.”

Ato

O ato pelo direito de Luciana concorrer nas eleições de 2012 será nesta segunda-feira, 6 de dezembro, às 18h30min, no auditório da Faculdade de Direito da Ufrgs (Av. João Pessoa, 80 – Centro). O advogado da deputada, Antônio Augusto Mayer dos Santos, está confiante na luta. “Esse é o momento de inciar um processo político, para legitimar meu direito de concorrer. Lançaremos também um abaixo-assinado e outras iniciativas serão tomadas ao longo do próximo ano, a fim de sensibilizar a Justiça Eleitoral. E estão todos convidados”, convoca Luciana.