Luciana Genro

Justiça fiscal e seguridade social em debate no FSM

26 de janeiro de 2010 15h50

Crédito: Letícia Heinzelmann

Nesta terça-feira, 26, dentro da programação do Fórum Social Mundial 10 Anos, ocorreu a oficina ‘Justiçafiscal e seguridade social’, promovida  pela Delegacia Sindical em Porto Alegre do Sindifisco – Sindicato Nacional dos Auditores-fiscais da Receita Federal do Brasil. O presidente da entidade, Vilson Romero, abriu a atividade dizendo que seu objetivo era “debater democraticamente, dentro do espírito do Fórum Social Mundial”.

A deputada federal Luciana Genro participou da primeira rodada de debates, aberta pelo mediador Batista Filho com a pergunta “O que mudou na carga tributária do Brasil em 10 anos?”. Luiz Antonio Bins abriu a discussão apontando que temos uma carga tributária alta em relação à contrapartida em serviços públicos. “É uma discrepância”, criticou. Sérgio Diniz concordou, lembrando que tributos são uma forma do cidadão participar da construção dos serviços na sociedade, mas que o sistema só é justo “quando diferentes são taxados de formas diferentes, e nosso sistema penaliza os mais pobres, que nem sabem quanto e quando são taxados”. Para ele, se é o cidadão, pessoa física, quem paga a grande parte dos importos, é ele quem deve dizer onde os recursos serão aplicados.

Luciana também falou sobre a injusta taxação sobre as classes baixas e médias e criticou que seu projeto que taxa grandes fortunas de forma especial não tenha sido aprovado no Congresso. “Aqueles que financiam os governos continuam sem receber a contrapartida de seus impostos, enquanto que as grandes empresas, que arrecadam muito e têm capacidade de pagar mais, não são taxadas devidamente.” João Antonio Marins, ao encerrar esse tema, fez questão de saudar a deputada, a quem chamou de “batalhadora da área tributária”, e elogiou sua participação na comissão que trata do assunto na Câmara. Para ele, nada mudou nos últimos 10 anos: “Em 2001, a carga tributária brasileira já havia subido 27% em relação a 1996, e hoje ela representa 33% do Produto Interno Bruto. Os governos só pensam em financiar sua políticas públicas às custas do próprio povo.”