Luciana Genro

Fernanda debate meio ambiente e sustentabilidade no FSM

28 de janeiro de 2010 09h27

Fernanda na marcha de abertura do FSM, ao lado de Luciana Genro e Roberto Robaina (Letícia Heinzelmann)

Centenas de pessoas interessadas em debater estratégias para a luta ambiental lotaram o Salão de Atos do Cpers/Sindicato na tarde desta quarta-feira, 27, para participar da atividade ‘Luta ambiental e desafios anticapitalistas após a Conferência de Copenhague’. A discussão integrou a programação do Fórum Social Mundial 10 Anos, e foi proposta pelo Núcleo Ecossocialista do PSOL Porto Alegre.

A vereadora Fernanda Melchionna foi uma das painelistas, junto com o também vereador João Alfredo, do PSOL Fortaleza, e o professor-doutor de Botânica da Ufrgs Paulo Brack. A mediação foi feita pelo ambientalista Antônio Ruas. Plínio de Arruda Sampaio participou da atividade e foi convidado a integrar a mesa.

“O que está em risco não é apenas a existência da humanidade, ou do capital, mas quem pagará a conta do super aquecimento da terra”, disse Fernanda, lembrando que muitos povos podem ficar sem acesso a agua e comida em poucos anos. Ela abriu o debate e fez um relato das mobilizações de Copenhague, onde ocorreu a Conferência da ONU para as Mudanças Climáticas, com apresentação de fotos. “Precisamos de uma alternativa que questione e coloque em cheque esse modelo de produção”, defendeu.

Biodiversidade ameaçada

Para o professor Brak, há um retrocesso no debate ambiental. “Nos anos 70, nem se falava mais em usina nuclear, e agora elas voltam à pauta.” Ele criticou a atuação do governo Lula, incentivadora da produção de commodities. “Enquanto o capital não tiver limites, nós não teremos saída para o desenvolvimento humano.”

Não é só o desenvolvimento humano que está ameaçado, segundo o professor. Ele lembrou que a biodiversidade do Brasil está reduzindo dramaticamente, resultado do modelo de produção baseado nas monoculturas e nos latifúndios. Brak citou dados que afirmam que 20% da Amazônia já foi devastada, 57% do Cerrado, 12% do Pantanal e 93% da Mata Atlântica; e apresentou mapas que mostram que os locais onde há o maior número de queimadas – e portanto de produção de CO2 –, curiosamente, correspondem aos estados onde há o maior número de assassinatos no país.

Questão ambiental deve ser prioridade

O vereador João Alfredo lembrou que a maior parte dos protestos que aconteceram em Copenhague tinham caráter anticapitalista. Para ele, é necessário que a questão ambiental seja central para os socialistas. “Não dá para pensar a mudança na estrutura social sem pautar a questão ambiental.”

Pela manhã, Fernanda participou de outro debate em que a sustentabilidade e o meio ambiente foram pautados. Foi a atividade ‘A cidade que o mundo precisa’, organizada pelos mandatos de Fernanda e do vereador Carlos Todeschini, que também foi a Copenhague. Foram convidados o presidente da Trensurb, Marco Arilton, e o professor de Engenharia Civil da Ufrgs Miguel Sattler. Também participou da mesa o irmão marista Miguel Antônio Orlandi. A atividade foi na Afocefe – Sindicato dos Técnicos do Tesouro, no centro da Capital.


Fonte: www.fernandapsol.com.br