Luciana Genro

Servidores exigem retirada do pacote de Yeda

01 de dezembro de 2009 11h38
Luciana Genro em meio aos manifestantes (Débora Birck)

Luciana Genro em meio aos manifestantes (Débora Birck)

Milhares de servidores públicos realizaram um ato público na manhã desta terça-feira, 1º de dezembro, em Porto Alegre, para exigir a retirada da Assembleia Legislativa de um conjunto de projetos que atacam direitos dos trabalhadores e destroem os serviços públicos. No final da manhã, um documento foi entregue aos líderes de bancada solicitando o empenho na luta pela retirada dos projetos. O documento também foi entregue ao presidente do Legislativo, Ivar Pavan, e protocolado no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho.

O conjunto de propostas encaminhadas pelo governo ao Legislativo conseguiu unificar as diversas categorias do funcionalismo. Servidores do Judiciário, do Ministério Público, da Educação e da Segurança poderão entrar em greve neste final de ano caso os projetos não sejam imediatamente retirados. Em reunião do seu conselho, a União Gaúcha também aprovou a rejeição do pacote.

Enquanto concede aumentos para os altos salários, Yeda submete a grande massa do funcionalismo à miséria. O governo gaúcho paga os piores salários do país para os servidores da segurança. Já para os trabalhadores da educação, que estão sem reajuste salarial há mais de três anos, o governo nega a aplicação do piso nacional e ainda quer retirar o plano de carreira dos professores, implantando a meritocracia e pagando um completivo salarial que atinge uma pequena parte da categoria e sobre o qual benefícios obtidos ao longo da carreira não são incorporados.

As entidades representativas do funcionalismo gaúcho não descartam a realização de uma greve geral caso os projetos continuem tramitando no Legislativo. Os servidores não aceitam só a retirada do regime de urgência. É preciso que os projetos sejam definitivamente retirados. Os ataques de Yeda conseguiram unificar os servidores em torno de uma bandeira única: a rejeição ao pacote e a exigência de sua retirada do Legislativo.


Fonte: Cpers/Sindicato